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Irão. Polícia disposta a usar "toda a força" contra manifestantes
Mundo 28.09.2022
Protestos

Irão. Polícia disposta a usar "toda a força" contra manifestantes

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Irão. Polícia disposta a usar "toda a força" contra manifestantes

AFP
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Irão. Polícia disposta a usar "toda a força" contra manifestantes

AFP
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Em 12 dias de protesto, contam-se 60 mortos e 1200 detidos.

Houve uma subida no tom das autoridades para travar os protestos nas ruas do Irão. O comando policial advertiu esta quarta-feira que as suas unidades atuariam "com toda a força" contra os manifestantes que há 12 dias protestam contra a morte de Mahsa Amini.  

"Hoje, os inimigos da República Islâmica do Irão e alguns desordeiros procuram perturbar a ordem e a segurança da nação usando qualquer pretexto. A polícia opor-se-á com todas as suas forças às conspirações contrarrevolucionárias e aos elementos hostis e atuará firmemente em todo o país contra aqueles que perturbam a ordem pública e a segurança", lê-se num comunicado citado pela agência de notícias Fars. 

Os protestos têm tido lugar todas as noites desde o dia 16 de Setembro, data em que a jovem iraniana de 22 anos morreu no hospital, três dias após ter sido presa em Teerão, por não cumprir o  código de vestuário das mulheres - que proíbe mostraros cabelos em público. 

De acordo com a Fars, "cerca de 60 pessoas foram mortas" e foram contabilizados mais de 1.200 manifestantes desde o dia 16.  

  Julgamentos "rápidos, precisos e firmes"   

O porta-voz do governo, Ali Bahadori-Jahromi, anunciou após o Conselho de Ministros que "o governo vai solicitar à Autoridade Judicial que obrigue os autores e instigadores dos tumultos a reparar os danos causados aos bens públicos" durante os protestos. 

Ali acusou também "grupos separatistas" de apoiar os autores dos danos e disse que, segundo o Ministério da Inteligência, tinham recebido "apoio financeiro" e "estreita cooperação de alguns meios de comunicação e de redes sociais hostis que desempenharam um papel na destruição de bens públicos e causaram mortos e feridos". 

Mais tarde, o Procurador-Geral do Irão, Mohammad-Jafar Montazeri, anunciou as medidas a tomar contra os detidos durante os protestos. 

Julgamentos "rápidos, precisos e firmes" dos "que mataram ou feriram" agentes da lei, "que destruíram e queimaram propriedades e edifícios privados e públicos", "ativistas de redes sociais (que) incitaram os amotinados" e "estrangeiros que estiveram presentes nos tumultos".

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