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Irão. Pais de Mahsa apresentam queixa contra a polícia
Mundo 29.09.2022
Protestos

Irão. Pais de Mahsa apresentam queixa contra a polícia

Protestos no Irão.
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Irão. Pais de Mahsa apresentam queixa contra a polícia

Protestos no Irão.
Foto: AFP
Mundo 29.09.2022
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Irão. Pais de Mahsa apresentam queixa contra a polícia

Lusa
Lusa
A jovem de 22 anos morreu enquanto se encontrava sob custódia policial, por "trajar roupas inadequadas", três dias após a sua detenção.

Os pais de Mahsa Amini apresentaram queixa contra os polícias que detiveram a filha por não respeitar o código de indumentária iraniano, e que acabou por morrer sob custódia, informou hoje o advogado da família, Me Saleh Mikbakht.

"Os pais de Mahsa Amini apresentaram uma queixa contra os autores da detenção da sua filha e contra os polícias que lidaram com ela", explicou o advogado.


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Em 12 dias de protesto, contam-se 60 mortos e 1200 detidos.

A jovem de 22 anos morreu, enquanto se encontrava sob custódia, em 16 de setembro, três dias após a sua detenção.

"Pedimos ao procurador-chefe e ao juiz de instrução para realizar uma investigação detalhada sobre como ocorreu a detenção, até que Mahsa fosse transferida para o hospital", disse o advogado, que exige que as autoridades forneçam "todos os vídeos e fotos" disponíveis sobre o processo de intervenção policial.

Mikbakht acrescentou que a procuradoria iraniana já "prometeu que o caso será tratado minuciosamente e que todos os pedidos serão tidos em conta".

Mahsa Amini foi presa a 13 deste mês em Teerão por "trajar roupas inadequadas", segundo acusou a polícia dos costumes, uma unidade encarregada de fazer cumprir o rigoroso código de indumentária das mulheres na República Islâmica.


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Os protestos pela morte de Masha Amini não têm fim à vista e a tensão entre a população e as autoridades têm aumentado. Há já mais de 50 mortos confirmados.

No Irão, é obrigatório cobrir o cabelo em público. A polícia fiscaliza ainda as mulheres que usam casacos curtos, acima do joelho, calças justas e ‘jeans’ com buracos (ou rotos), além de roupas coloridas, entre outras regras.

A jovem entrou em coma após a prisão e morreu três dias depois, em 16 de setembro, num hospital, segundo reportou a televisão estatal e a família da vítima.

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