Escolha as suas informações

Infeções no mundo aumentaram 70% na semana passada. Europa voltou a ser o epicentro
Mundo 2 min. 06.01.2022
OMS

Infeções no mundo aumentaram 70% na semana passada. Europa voltou a ser o epicentro

OMS

Infeções no mundo aumentaram 70% na semana passada. Europa voltou a ser o epicentro

Foto: AFP
Mundo 2 min. 06.01.2022
OMS

Infeções no mundo aumentaram 70% na semana passada. Europa voltou a ser o epicentro

Lusa
Lusa
É o resultado da circulação da variante Omicron do SARS-CoV-2, mais transmissível. Países europeus concentraram mais de metade das infeções e mortes mundiais.

As infeções no mundo com o coronavírus que causa a covid-19 aumentaram na semana passada 70%, um valor inédito, e as mortes baixaram 10%, refere hoje o boletim epidemiológico semanal da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Entre 27 de dezembro e 2 de janeiro houve no mundo 9,5 milhões de contágios confirmados, número que quase duplica os anteriores recordes semanais, e 41 mil mortes, cifra que se traduz na quarta semana consecutiva de diminuição de óbitos.

A Europa, que voltou a ser o epicentro da pandemia da covid-19 devido à variante Omicron do SARS-CoV-2, mais transmissível, concentrou mais de metade das infeções (5,3 milhões) e mortes (22 mil) mundiais.

Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, "o maior número de casos notificados até agora na pandemia foi na semana passada" e, ainda assim, pode estar subestimado.

O aumento de novos casos foi na ordem dos 100% na América e dos 65% na Europa. As mortes por covid-19 baixaram 18% e 6%, respetivamente.

A manter-se o ritmo de contágios na Europa, que totaliza 103 milhões de infeções desde o início da pandemia, em 2020, o continente superará a América (104 milhões) em número de casos confirmados.

Em África, onde foi detetada a Omicron, as infeções subiram apenas 7%  

De acordo com a OMS, as mortes diminuíram na semana passada 7% no sul da Ásia, mas os novos contágios aumentaram 78%.

Em África, onde foi detetada inicialmente a variante Omicron, as infeções subiram apenas 7%, a menor percentagem de todas, mas as mortes cresceram 22%.

Neste continente, a maioria da população continua por vacinar-se (as vacinas contra a covid-19 em circulação previnem a doença grave e a morte, mas não evitam a infeção e a transmissão do vírus).

O boletim epidemiológico da OMS adianta que foram administradas mais de 9,3 mil milhões de doses de vacinas contra a covid-19 que permitiram imunizar 59% da população mundial com pelo menos uma dose. Nos países mais pobres, a maioria em África, essa percentagem baixa para 8,8%.

O relatório semanal não apresenta dados sobre a presença das diferentes variantes do coronavírus nas novas infeções, mas em vários países, incluindo Portugal, a Omicron é já dominante.

OMS diz existirem cinco variantes de preocupação do SARS-CoV-2  

Atualmente, segundo a classificação da OMS, existem cinco variantes de preocupação do SARS-CoV-2, sendo que a Omicron, a mais recente, é a mais contagiosa de todas.

Apesar da sua elevada transmissibilidade, esta variante é menos maligna quando comparada com a antecessora Delta, sendo que na maioria dos casos se tem revelado assintomática ou provocado sintomas ligeiros.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou hoje para o risco de se desvalorizar a Omicron, afirmando que embora esta variante se afigure ser menos grave, especialmente entre as pessoas vacinadas, "tal não significa que deva ser classificada como ligeira".

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas