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Indonésia. Cidadão francês condenado à morte por tráfico de droga
Mundo 21.05.2019

Indonésia. Cidadão francês condenado à morte por tráfico de droga

Indonésia. Cidadão francês condenado à morte por tráfico de droga

Foto: AFP
Mundo 21.05.2019

Indonésia. Cidadão francês condenado à morte por tráfico de droga

Um outro francês tinha tido a mesma sentença em 2005, mas encontra-se atualmente preso.

Um cidadão francês de 35 anos, Felix Dorfin, foi esta segunda-feira condenado à morte por tráfico de droga por um tribunal indonésio, informou a agência de notícias France Presse (AFP). Segundo o jornal Le Monde, as autoridades francesas estão preocupadas e encontram-se a "seguir a situação". 

"Declaramos Felix Dorfin culpado (...) de ter importado a droga (...). Condenamos Félix Dorfin à pena de morte e ordenamos que ele permaneça sob custódia", disse o juiz Isnurul Syamsul Arif, do tribunal de Mataram, na ilha indonésia de Lombok. Felix Dorfin junta-se assim ao francês Serge Atlaoui, que foi condenado à morte em 2007 pelo mesmo crime mas está atualmente preso, após ter conseguido evitar ser executado em 2015.

Dorfin, oriundo de Pas-de-Calais, Bethune, norte de França, foi detido no final de setembro no aeroporto de Lombok (ilha turística perto de Bali), proveniente de Singapura, com quase quatro quilos de cocaína, ecstasy e anfetaminas escondidas numa mala de fundo duplo. Tinha conseguido fugir do centro de detenção onde se encontrava e foi procurado durante 11 dias. Em fevereiro foi capturado novamente pelas autoridades numa floresta no norte da ilha de Lombok, onde estava escondido.

A acusação tinha pedido 20 anos de prisão e uma multa de 10 biliões de rupias (620 mil euros) ou na falta de pagamento desta, mais um ano de prisão, noticia o Le Monde. No entanto, o juiz teve em conta o "fator agravante de que Félix faria parte de uma rede de tráfico de droga e possuía uma grande quantidade de estupefacientes em sua posse", divulga a AFP.

O governo francês já se pronunciou sobre a condenação do cidadão e revelou estar "preocupado" com a sentença de pena de morte. "Soubemos de sua disposição para apelar" e "permanecemos atentos à sua situação", afirmou na segunda-feira o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, em comunicado citado pelo Le Monde.