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Independentistas entram em aeroporto de Barcelona e cortam estradas e linhas férreas
Mundo 2 min. 14.10.2019

Independentistas entram em aeroporto de Barcelona e cortam estradas e linhas férreas

Independentistas entram em aeroporto de Barcelona e cortam estradas e linhas férreas

Foto: AFP
Mundo 2 min. 14.10.2019

Independentistas entram em aeroporto de Barcelona e cortam estradas e linhas férreas

Independentistas catalães invadem aeroporto de Barcelona e cortam principais estradas e linhas férreas em protesto contra as condenações a líderes independentistas que organizaram referendo em 2017 na Catalunha.

Milhares de independentistas catalães invadiram o aeroporto de Barcelona e cortaram inúmeras das principais estradas catalãs em protesto contra as condenações de ex-membros da administração autónoma por crimes de sedição e má gestão de fundos públicos a propósito da organização do referendo independentista em 2017.

Após serem conhecidas as sentenças, os grupos independentistas cortaram as artérias Ronda del Dat, Diagonal e Via Laietena, em Barcelona, e concentram-se neste momento frente à sede do organismo Òmnium Cultural e à sede do gabinete do conselheiro para as questões territoriais do governo regional.

Também a circulação ferroviária foi cortada cerca das 10:30 nas linhas R11 e RG1 por cerca de uma centena de pessoas que acedeu às linhas na estação de Celrà, em Girona.

Entretanto, através das redes sociais, os Comités de Defesa da República (CDR) apelam à desobediência afirmando que “é altura para a revolta popular”. Um apelo à ocupação do aeroporto de Barcelona mobilizou, entretanto, milhares de pessoas que se dirigiram para El Prat. A polícia já carregou sobre alguns dos manifestantes que se concentram no aeroporto.

“A vossa sentença é a vossa condenação. É a hora de nos levantarmos contra o fascismo autoritário do Estado espanhol e os seus cúmplices”, proclama o CDR através da rede social Twitter.

O Tribunal Supremo condenou hoje os principais dirigentes políticos envolvidos na tentativa de independência da Catalunha a penas que vão até 13 anos de prisão.

O ex-vice-presidente da Generalitat, Oriol Junqueras, foi condenado, por unanimidade, a 13 anos de cadeia por delito de sedição e má gestão de fundos públicos.

Foram condenados a 12 anos de cadeia os ex-conselheiros da Jordi Turull (ex-conselheiro da Presidência), Raul Romeva (ex-conselheiro do Trabalho) e Dolors Bassa (ex-conselheira para as Relações Exteriores) por delitos de sedição e má gestão.

O antigo titular do cargo de conselheiro do Interior, Joaquim Forn e Josep Rull (Território) foram condenados a 10 anos de cadeia.

Jordi Cuixart, responsável pela instituição Òmnium Cultural, foi condenado a nove anos de prisão por sedição.

Os factos reportam-se a 2017 sendo que os magistrados entendem que os acontecimentos de setembro e outubro do mesmo ano constituíram crime de sedição visto que os condenados mobilizaram os cidadãos num “levantamento público e tumultuoso” para impedir a aplicação direta das leis e obstruir o comprimento das decisões judiciais.

“Os acontecimentos do dia 01 de outubro” (2017)” não foram apenas uma manifestação ou um protesto. Foi um levantamento tumultuoso provocado pelos acusados”, referem os juízes do Supremo espanhol.

Com Lusa

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