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Imprensa israelita diz que há acordo de armas por trás do pacto entre Israel e Emirados Árabes Unidos
Mundo 2 min. 18.08.2020

Imprensa israelita diz que há acordo de armas por trás do pacto entre Israel e Emirados Árabes Unidos

Imprensa israelita diz que há acordo de armas por trás do pacto entre Israel e Emirados Árabes Unidos

Foto: AFP
Mundo 2 min. 18.08.2020

Imprensa israelita diz que há acordo de armas por trás do pacto entre Israel e Emirados Árabes Unidos

Lusa
Lusa
O estabelecimento de relações diplomáticas plenas entre os dois países, anunciado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira.

O pacto de normalização de relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos (EAU) “esconde” um acordo para que o Estado hebreu deixe de vetar a venda de algumas armas de Washington a Abu Dhabi, noticiam hoje media israelitas.

“Segundo fontes dos Emirados e norte-americanas, o que persuadiu o líder dos EAU a dar o passo foi um acordo para os Estados Unidos lhe venderem armas (…), incluindo F-35 (caças), drones (aviões não tripulados) avançados e muito mais”, indica o diário Yediot Aharonot.

Questionado, o gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, assegurou que “durante as conversações, Israel não mudou a sua posição contra a venda de armas inovadoras e de tecnologias avançadas de defesa a qualquer país no Médio Oriente”.


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A decisão foi tomada depois de chegar a acordo com os Emirados Árabes Unidos. Palestinianos estão contra entendimento que é "recompensa aos crimes da ocupação israelita".

Mas o jornal recorda que a venda de armas estava paralisada devido à oposição dos israelitas e que “quer Israel tenha mudado de opinião ou não, o acordo de armamento faz parte do pacote”.

O diário Haaretz também indica hoje que “fontes envolvidas no passado em contactos entre os países expressaram preocupação de que, como parte do acordo, Netanyahu tenha abandonado a tradicional oposição firme à venda de equipamento e tecnologia militar sensível aos EAU, particularmente os aviões de combate F-35”, bloqueada até agora pelo Congresso norte-americano “por pressões do ‘lobby’ israelita em Washington”.

Os media acusam Netanyahu de ter tomado a decisão sem informar o seu parceiro de coligação e primeiro-ministro alternativo, Benny Gantz, que é ministro da Defesa, e sobretudo sem ter em conta a posição da autoridade de segurança, obrigada por lei a emitir uma opinião sobre qualquer acordo de armamento.

“O problema do consentimento tácito de Israel ao acordo de armas está no precedente que cria. Outros países, em primeiro lugar a Arábia Saudita, poderão condicionar qualquer avanço em direção à normalização ao levantar do embargo de venda das armas mais avançadas do arsenal norte-americano”, adverte o Yediot Aharonot.

“Normalização em troca de armas”, resume.

O diário Jerusalem Post é outro jornal que fala da possibilidade de uma “cláusula secreta” no acordo que teria permitido a venda de armas, “algo que deixou muitos preocupados, embora altos funcionários israelitas o tenham negado ou recusado comentar”.

O jornal recorda que Israel é o único país no Médio Oriente que dispõe de F-35 e questiona: “Terá Netanyahu feito o impensável pela normalização?”.

O estabelecimento de relações diplomáticas plenas entre os dois países, anunciado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira, “foi alcançado para encerrar qualquer anexação adicional de territórios palestinianos", escreveu na rede social Twitter no próprio dia o príncipe herdeiro dos Emirados, Mohammed bin Zayed.

Para Netanyahu, tratou-se de um "dia histórico", que marcou o início de “uma nova era nas relações entre Israel e o mundo árabe".

Os EAU tornaram-se o primeiro Estado Árabe do Golfo a estabelecer relações diplomáticas com Israel e a terceira nação árabe a fazê-lo, depois do Egito (1979) e da Jordânia (1994).

 

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