Escolha as suas informações

Impeachment a Trump expõe divisões internas entre republicanos
Mundo 14.01.2021

Impeachment a Trump expõe divisões internas entre republicanos

Impeachment a Trump expõe divisões internas entre republicanos

Foto: AFP
Mundo 14.01.2021

Impeachment a Trump expõe divisões internas entre republicanos

Nunca tantos republicanos votaram a favor da destituição de um presidente do seu partido.

Na reta final e a menos de uma semana da tomada de posse de Joe Biden como Presidente dos Estados Unidos, a aprovação de um novo processo de impeachment contra Donald Trump expôs divisões entre os congressistas republicanos. A lealdade incondicional ao ainda inquilino da Casa Branca acabou e a defesa unânime de Trump no anterior impeachment é já parte do passado.

A câmara baixa do poder legislativo federal norte-americano assistiu ao voto favorável de dez congressistas republicanos ao lado dos democratas. Este é o processo de impeachment com maior apoio bipartidário da história. Agora, espera-se que alguns senadores republicanos façam o mesmo na câmara alta. Um deles é precisamente Mitch McConnell, que vai liderar a maioria no senado até que esta câmara passe a ter maioria democrata. Por outro lado, o líder dos republicanos na câmara dos representantes afirmou que Trump "tem responsabilidade" pelo assalto ao Congresso. No entanto, argumentou contra o impeachment tão perto do fim do seu mandato e, em vez disso, promoveu uma resolução para censurar o presidente pelas suas ações.

Outras vozes como Liz Cheney, número três do partido na câmara de deputados, argumentou que "nunca houve uma traição maior por parte de um presidente dos Estados Unidos ao seu cargo e ao seu juramento sobre a Constituição". O número de republicanos que votaram a favor é mais do que substancial, considerando que nenhum apoiou o último impeachment de Trump, e apenas cinco democratas votaram em três dos quatro artigos do processo de impeachment de Bill Clinton. 

Mas a batalha interna dos republicanos não é fácil. A radicalização do partido com a liderança de Donald Trump e o apoio esmagador nas urnas, apesar da derrota, mostram que as bases estão com o atual Presidente. Com as primárias do mandato legislativo que começa em 2022 à porta, poucos querem pôr a sua carreira política em xeque.

Contudo, a invasão do Capitólio deixou sequelas internas e McConnell, de acordo com a AP, conversou durante o fim-de-semana com importantes doadores partidários para os testar. E muitos afirmaram que sentiam que Trump tinha ultrapassado a linha vermelha. 

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas

Câmara dos Representantes aprova destituição de Trump
O novo processo de ‘impeachment’ de Donald Trump foi apresentado na Câmara de Representantes, na segunda-feira, acusando o líder republicano de “incitação a insurreição” por ter induzido os seus apoiantes a assaltar o Capitólio.
Trump. Relatório conclui que houve abuso de poder
Donald Trump terá abusado das suas funções enquanto presidente dos Estados Unidos ao pressionar o seu homólogo ucraniano em proveito político próprio e ainda terá obstruído a investigação iniciada pelo Congresso.
Donald Trump enfrenta pedido de destituição
Trump arrisca-se a ser o primeiro presidente dos EUA a ser destituido. Em causa as pressões do magnata norte-americano ao homólogo ucraniano para investigar os negócios de Joe Biden, potencial adversário nas eleições de 2020.