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Igreja Católica vai trabalhar com autoridades portuguesas no apoio a luso-venezuelanos
Mundo 2 min. 20.06.2019

Igreja Católica vai trabalhar com autoridades portuguesas no apoio a luso-venezuelanos

Igreja Católica vai trabalhar com autoridades portuguesas no apoio a luso-venezuelanos

Foto: AFP
Mundo 2 min. 20.06.2019

Igreja Católica vai trabalhar com autoridades portuguesas no apoio a luso-venezuelanos

A maioria dos lusodescendentes quer manter-se na Venezuela e acredita que o país vai conseguir vencer este impasse político, disse o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas (SEC), José Luís Carneiro.

A Conferência Episcopal Venezuelana vai trabalhar com as autoridades portuguesas no apoio a luso-venezuelanos, anunciou esta quinta-feira o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas (SEC), José Luís Carneiro.

"A Conferência Episcopal Venezuelana quis enaltecer o nosso trabalho, convidando-nos para uma celebração eucarística e, depois, numa reunião de trabalho, tendo em vista aperfeiçoar a nossa rede de contactos com os portugueses, disponibilizou-se para trabalhar conjuntamente com as autoridades lusas na identificação e no apoio a cidadãos portugueses e lusodescendentes com necessidades", disse José Luís Carneiro.


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O governante falava à agência Lusa ao finalizar uma visita de três dias à Venezuela, onde se reuniu também com portugueses nas cidades de Caracas, Maracay e Valência.

José Luís Cardoso destacou ainda que "o importante encontro" com a Conferência Episcopal permitiu também "conhecer uma parte significativa de párocos que têm origens portuguesas".

Sobre a visita, o secretário de Estado fez um balanço "bastante positivo", porque visitou os locais onde decorrem as consultas médicas, se prescrevem medicamentos e exames de diagnóstico. Para José Luís Carneiro, “esta nova experiência de rede médica constituída em parceria da embaixada com o movimento associativo português está a produzir bons resultados".

"São já várias centenas de portugueses consultados e o mecanismo de envio de medicamentos, que anda na ordem dos 15 dias, entre a saída dos pedidos e a chegada das remessas, está a ter resultados muito bem reconhecidos por portugueses e lusodescendentes", frisou.


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O governante considerou, também, que o movimento associativo "reconhece o esforço desenvolvido pelo Governo português e fez questão de o assinalar, reconhecendo o papel do embaixador Carlos de Sousa Amaro, dos consulados-gerais, dos consulados honorários e predispôs-se” a apoiar “no reforço da rede de apoio médico que vai ter desenvolvimentos num futuro próximo, no sentido do seu alargamento".

A deslocação à Venezuela teve ainda como propósito as comemorações locais do Dia de Portugal. "Pude encontrar-me com deputados lusodescendentes que integram a Assembleia Nacional [maioritariamente da oposição] e transmitir-lhes a preocupação fundamental do Estado português de garantir que o impasse político possa ser ultrapassado com a realização de eleições livres, democráticas, com o escrutínio da comunidade internacional", frisou.


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Segundo o secretário de Estado, os portugueses "entendem que esse é o caminho que deve ser seguido e estão muito reconhecidos pelo facto de sentirem que o Estado português é hoje um elemento ativo na comunidade internacional, na defesa desta solução".

"E reconhecem o esforço do senhor ministro dos Negócios Estrangeiros [Augusto Santos Silva], do papel determinante que tem tido na procura de uma solução pacífica, para o impasse político que se vive na Venezuela", disse. José Luís Carneiro acrescentou que "a comunidade portuguesa vê na solução do impasse político o caminho para a recuperação económica do país e das condições sociais, porque aqui querem continuar a viver".

No entanto, disse ter encontrado alguns portugueses que estão a regressar e a investir em Portugal, "mas a esmagadora maioria quer manter-se na Venezuela e tem a expetativa de que o país vai conseguir vencer este impasse político de forma pacífica e democrática".

Lusa


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