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Idai deixou quase 1300 quilómetros quadrados inundados em Moçambique

Idai deixou quase 1300 quilómetros quadrados inundados em Moçambique

AFP
Mundo 8 2 min. 21.03.2019

Idai deixou quase 1300 quilómetros quadrados inundados em Moçambique

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, decretou o estado de emergência nacional na terça-feira e disse que 350 mil pessoas "estão em situação de risco".

 A passagem do ciclone Idai por Moçambique inundou pelo menos 1.276 quilómetros quadrados nas províncias de Sofala, Manica e Zambézia, segundo os dados de satélite mais recentes recolhidos pelo programa europeu Copernicus.

De acordo comos dados partilhados pelos Serviços de Gestão de Emergência do Copernicus - Copernicus EMS -, a província mais afetada foi Sofala, com 1.224,3 quilómetros quadrados, seguindo-se a província de Zambézia, com 49,7 quilómetros quadrados de área inundada e Manica, que contou com 1,97 quilómetros quadrados afetados na sua capital, Chimoio.

Coordenado e gerido pela Comissão Europeia, através de uma parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla inglesa), o programa Copernicus foi estabelecido em 2014 com o objetivo de providenciar uma vasta capacidade de observação global contínua, autónoma e de alta qualidade.

As principais localidades afetadas em Sofala foram Tica (35.312,7 hectares), Mafambisse (32.403,2 hectares), Nhantaze (24.837,7 hectares), Macorreia (9.862 hectares), Beira (9.509 hectares) e Lamego (641,3 hectares).

No total, só em Sofala, a área inundada corresponde ao equivalente a mais de 122 mil campos de futebol.

Na Zambézia, o programa Copernicus detetou 4.695,4 hectares inundados em Quelimane, capital da província, e 274 hectares em Chinde.

Na capital da província Manica, Chimoio, os satélites europeus verificaram 196,5 hectares de terrenos inundados.

Atualmente, aquele programa europeu comporta sete missões Sentinel, incluindo o Sentinel-1, que utiliza dois satélites (o Sentinel-1A e o Sentinel-1B) para providenciar imagens de radar de cariz meteorológico.

 O número de mortos confirmados na sequência do ciclone Idai subiu para 242 em Moçambique e 139 no Zimbabué, segundo dados oficiais hoje divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Os números foram avançados pelo chefe da região da África Austral do Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários da ONU (OCHA, na sigla em inglês), Gema Connell, em conferência de imprensa, que declarou ter recebido uma atualização do Governo moçambicano, “que confirma que o número de mortos aumentou para 242”.

O Governo do Zimbabué também comunicou ao OCHA que o número mais recente de balanço é de 139 mortos e 189 desaparecidos.

As únicas estimativas conhecidas do Maláui continuam inalteradas, em 56 mortos e 177 feridos.

O número total de mortos na sequência do ciclone Idai sobe, assim, para 437, segundo balanços provisórios divulgados pelos respetivos governos desde segunda-feira.

De acordo com números divulgados hoje, em Genebra, pelo Programa Mundial Alimentar (PAM) das Nações Unidas, a passagem do ciclone Idai por Moçambique, Zimbabué e Maláui atingiu, pelo menos, 2,8 milhões de pessoas.

O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, decretou o estado de emergência nacional na terça-feira e disse que 350 mil pessoas “estão em situação de risco”.

Moçambique cumpre hoje o segundo de três dias de luto nacional.

O Idai, com fortes chuvas e ventos de até 170 quilómetros por hora, atingiu a Beira (centro de Moçambique) na noite de 14 de março, deixando os cerca de 500 mil residentes na quarta maior cidade do país sem energia e linhas de comunicação.

Lusa

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