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Hungria abre portas aos refugiados da invasão russa
Mundo 28.02.2022
Guerra

Hungria abre portas aos refugiados da invasão russa

Viktor Orban, primeiro-ministro da Hungria.
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Hungria abre portas aos refugiados da invasão russa

Viktor Orban, primeiro-ministro da Hungria.
AFP
Mundo 28.02.2022
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Hungria abre portas aos refugiados da invasão russa

Lusa
Lusa
A Hungria tem-se recusado a aceitar refugiados do Médio Oriente, de África e da Ásia, mas anunciou que vai abrir as portas do país a ucranianos e cidadãos que residam legalmente na Ucrânia.

A Hungria anunciou que vai receber e proteger todos os cidadãos ucranianos que estejam a fugir da invasão russa e também os cidadãos de países terceiros que se encontrem legalmente naquele país.

A Hungria, que faz fronteira a oeste com a Ucrânia, assumiu no passado uma posição firme contra todas as formas de imigração e tem-se recusado a aceitar refugiados e requerentes de asilo do Médio Oriente, de África e da Ásia.


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No entanto, o Governo publicou, após a invasão russa em território ucraniano, um decreto que abre as portas do país a ucranianos e a cidadãos de países terceiros residentes legalmente na Ucrânia, o que permite, por exemplo, que os refugiados bielorrussos que vivem na Ucrânia recebam proteção na União Europeia.

O primeiro-ministro, o ultranacionalista Viktor Orban, disse que a Hungria não participará no conflito entre a Rússia e a Ucrânia, mas que aceitará os refugiados que cheguem às suas fronteiras.

Vários países europeus, sobretudo os mais próximos da Ucrânia, estão já a receber ou preparam-se para acolher milhares de refugiados, na sequência do ataque russo iniciado na madrugada de quinta-feira em três frentes daquele país.

Na Hungria, que tem 136 quilómetros de fronteira terrestre com a Ucrânia, os alertas sobre a possível chegada de milhares de refugiados ao país em caso de guerra já duram há vários dias e, durante a quinta-feira, a televisão pública informou que muitos jovens já estavam a caminho.

Viktor Orbán considerou que a vaga de refugiados desta guerra será pior do que a causada pelas guerras da década de 1990 na ex-Jugoslávia.

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