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Huawei sugere que vendas estão a sofrer impacto de pressão dos EUA
Mundo 2 min. 11.06.2019

Huawei sugere que vendas estão a sofrer impacto de pressão dos EUA

Huawei sugere que vendas estão a sofrer impacto de pressão dos EUA

Foto: AFP
Mundo 2 min. 11.06.2019

Huawei sugere que vendas estão a sofrer impacto de pressão dos EUA

"Caso não nos tivéssemos deparado com circunstâncias inesperadas, seriamos número um a nível mundial no quarto trimestre", afirmou Shao Yang, responsável pela estratégia da Huawei.

A gigante chinesa das telecomunicações Huawei anunciou esta segunda-feira que se tornaria a maior fabricante mundial de smartphones, este ano, caso não fossem as "circunstâncias inesperadas", indicando que a pressão exercida por Washington está a prejudicar as suas vendas.


Google suspende negócios com a Huawei, obedecendo a uma ordem de Trump
Guerra comercial entre Estados Unidos e China pode afetar milhões de utilizadores da Huawei em todo o mundo. A Casa Branca usa leis duvidosas para prejudicar um concorrente das empresas dos EUA e para vencer, fora do mercado, uma batalha tecnológica.

"Caso não nos tivéssemos deparado com circunstâncias inesperadas, seriamos número um a nível mundial no quarto trimestre", afirmou Shao Yang, responsável pela estratégia da Huawei, na Consumer Electronics Show, em Xangai. "Agora, teremos de aguardar um pouco mais", acrescentou, sem se referir diretamente ao presidente norte-americano, Donald Trump, ou à guerra comercial entre Pequim e Washington.

Trump emitiu, no mês passado, uma ordem executiva que exige às empresas do país que obtenham licença para vender tecnologia crítica à Huawei, num golpe que se pode revelar fatal para a firma chinesa. Os governos dos Estados Unidos e China, as duas maiores economias do mundo, impuseram já taxas alfandegárias sobre centenas de milhares de milhões de dólares de bens importados um do outro.


Huawei acusa EUA de "assédio" por imposição de sanções
Na semana passada, Donald Trump alegou riscos de segurança nacional para impedir as empresas dos EUA de recorrerem a tecnologia da chinesa Huawei.

Em causa está a política de Pequim para o setor tecnológico, nomeadamente o plano "Made in China 2025", que visa transformar as firmas estatais do país em importantes atores globais em setores de alto valor agregado, como inteligência artificial, energia renovável, robótica e carros elétricos.

Os EUA consideram que aquele plano, impulsionado pelo Estado chinês, viola os compromissos da China em abrir o seu mercado, nomeadamente ao forçar empresas estrangeiras a transferirem tecnologia e ao atribuir subsídios às empresas domésticas, enquanto as protege da concorrência externa. As autoridades chinesas acusam Washington de querer conter a ascensão da China, bloqueando as suas principais empresas, incluindo a Huawei.


Trump não quer permitir que outro país ganhe a corrida ao 5G
"Não podemos permitir que qualquer outro país ultrapasse os EUA nesta poderosa indústria do futuro (…) simplesmente não podemos permitir que isso aconteça", disse Donald Trump, na sexta-feira, na Casa Branca.

Washington tem pressionado vários países, incluindo Portugal, a excluírem a Huawei na construção de infraestruturas para redes de quinta geração (5G), a Internet do futuro, acusando a empresa de estar sujeita a cooperar com os serviços de informação chineses. Austrália, Nova Zelândia e Japão aderiram já aos apelos de Washington e restringiram a participação da Huawei.

No ano passado, a empresa chinesa ultrapassou a Apple e tornou-se a segunda maior marca de ‘smartphones’ do mundo, atrás da sul-coreana Samsung, com as vendas a ultrapassarem os 20% e fixarem-se nos 100 mil milhões de dólares.


As questões do 5G, entre espionagem e tentativa de eliminar concorrentes
O assunto tem sido marcado pelas suspeitas de espionagem chinesa, lançadas pelos norte-americanos, fazendo tábua rasa com a colaboração das grandes empresas informáticas dos EUA com a sua principal agência de espionagem, a NSA.

Shao garantiu que a empresa vai avançar no desenvolvimento da sua própria tecnologia. "As pessoas olham para a questão do 5G, mas nós vemos para além disso", afirmou. "Aqueles que não são corajosos não progridem, ficam para trás", disse.

Lusa


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"As empresas, organizações e particulares estrangeiros que não obedecerem às regras do mercado, que se afastam do espírito de um contrato, que impõem embargos ou param de fornecer empresas chinesas por razões não comerciais e danificam gravemente os seus interesses e direitos legítimos serão colocados numa lista de entidades não confiáveis", disse o porta-voz do Ministério do Comércio da China, Gao Feng.