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"Homem mais gordo do mundo" vence batalha contra a covid-19
Mundo 2 min. 24.09.2020

"Homem mais gordo do mundo" vence batalha contra a covid-19

"Homem mais gordo do mundo" vence batalha contra a covid-19

Foto: Arquivo AFP
Mundo 2 min. 24.09.2020

"Homem mais gordo do mundo" vence batalha contra a covid-19

Mexicano que, em 2017 chegou a pesar mais de 500 quilos, foi infetado há um mês pelo novo coronavírus. Apesar de ser doente de risco, já se encontra bem.

Em 2017, o Livro dos Recordes do Guinness nomeou Juan Pedro Franco como "Fattest Man in the World" ("O Homem Mais Gordo do Mundo").

Agora, o mexicano, que desde então perdeu quase 400 quilos, é notícia por outro motivo: derrotou a covid-19.

Infetado há um mês conseguiu vencer a doença, tonando-se numa esperança para doentes de risco, já que à obesidade de Juan Pedro Franco junta-se a diabetes, condições, à partida, dificultadoras para ultrapassar a covid-19.

"Foi complicado porque é uma doença muito agressiva e eu era uma pessoa em risco. Tinha dores de cabeça, dores de corpo, febre e estava sem fôlego", disse o homem de 36 anos à AFP, a partir da sua casa no estado central de Aguascalientes. 

Juan Pedro Franco pesava cerca de 595 quilos, em 2017, quando entrou para o livro do Guinesse. Atualmente pesa 208 quilos, mas as consequências associadas à sua obesidade permanecem. Diabetes, hipertensão e doença pulmonar obstrutiva crónica jogaram contra o mexicano na sua luta contra o vírus. 

"Os pacientes diabéticos, com tensão arterial elevada ou doença cardiovascular são mais suscetíveis de sofrer complicações graves" se ficarem infectados com Covid-19 e "as hipóteses de passagem são muito baixas", afirma José Antonio Castañeda, médico que liderou a equipa que tratou a obesidade de Franco. 

Mas Juan Pedro Franco acabou mesmo por conseguir derrotar a covid-19. Para isso, o mexicano diz que terão contribuído os tratamentos complexos a que foi submetido para perder peso, bem como as três operações a que foi sujeito para.

Procedimentos que, refere, não só o ajudaram a "enfrentar a doença", como contribuíram para controlar a diabetes e hipertensão.

 Antes destas cirurgias bariátricas, Juan Pedro passava a maior parte do seu tempo na cama porque o seu peso o impedia de se mexer. Quem cuidava dele era a mãe, que não resistiu ao coronavírus e morreu aos 66 anos de idade. 

O México é o principal país do mundo em termos de obesidade infantil e o segundo apenas em relação aos Estados Unidos em termos de obesidade adulta. Este flagelo tem sido um fator agravante na luta contra o Covid-19. 

Esta quinta-feira,24 de setembro, o México registou 601 mortos e 4.786 infetados com o novo coronavírus, elevando o total de óbitos para 74.949 e o de casos para 710.049, segundo dados do Ministério da Saúde.  

A covid-19 é a quarta causa de morte no México, atrás apenas de doenças cardíacas, diabetes e tumores malignos, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística e Geografia.   

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