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Hamas responde com rockets e Israel promete vingança
Mundo 2 min. 10.05.2021

Hamas responde com rockets e Israel promete vingança

Hamas responde com rockets e Israel promete vingança

AFP
Mundo 2 min. 10.05.2021

Hamas responde com rockets e Israel promete vingança

O secretário-geral da ONU, António Guterres, advertiu hoje que a tensão em Jerusalém pode originar outra “perigosa escalada” que conduza a mais violência, e exigiu contenção a todas as partes.

Como uma panela de pressão à beira de rebentar, a tensão entre israelitas e palestinianos está à beira de um novo conflito. Há várias semanas, Israel anunciou que não permitia que os árabes residentes em Israel pudessem votar nas eleições palestinianas. Agora, acresce a ameaça de expulsão de milhares de palestinianos das suas casas num bairro de Jerusalém para ser ocupado com colonos israelitas. A comunidade internacional já alertou para o facto de este ato de ocupação constituir um crime de guerra.

Nas últimas noites, a terminar o Ramadão, as imagens de forças israelitas a invadir pela força o terceiro lugar mais sagrado para os muçulmanos fez estoirar a paciência dos palestinianos. A repressão policial provocou centenas de feridos e hospitalizados. Entre domingo e esta segunda-feira, como resposta, o Hamas lançou vários rockets contra cidades israelitas.

Através do seu porta-voz, Guterres condenou “nos termos mais contundentes o lançamento de foguetes desde Gaza em direção a Israel” e em particular se atacaram “centros de população civil”.

O chefe da ONU também demonstrou preocupação pelo possível desalojamento de famílias palestinianas na zona ocupada de Jerusalém Oriental, e exortou Israel a terminar este género de ações, enquanto solicitava às autoridades israelitas “máxima contenção” e respeito pelo direito a protestos pacíficos.

Guterres acompanha com “profunda preocupação” os acontecimentos em Jerusalém, que, para a ONU, “se arriscam a provocar uma nova e perigosa escalada que implique mais violência e perda de vidas”, disse aos jornalistas o seu porta-voz, Stephane Dujarric.

Segundo fontes diplomáticas, os membros do Conselho de Segurança estavam a discutir uma possível declaração sobre a situação, um género de texto que geralmente necessita de unanimidade para aprovação.

Israel vinga-se da resposta do Hamas

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, considerou hoje que o movimento islamita Hamas que governa a Faixa de Gaza transpôs “uma linha vermelha” e prometeu uma reposta musculada do Estado judaico.

“As organizações terroristas em Gaza atravessaram uma linha vermelha durante a tarde no ‘Dia de Jerusalém’”, indicou Netanyahu, para acrescentar: “Israel reagirá com força (…), quem atacou o nosso território, a nossa capital, os nossos cidadãos e soldados pagará um elevado preço”.

O exército israelita anunciou hoje à noite “ter começado” a realizar uma série de ataques contra posições do Hamas na Faixa de Gaza, visando em particular um comandante das Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, o braço armado do Hamas, que foi morto.

“Começámos a realizar ataques em Gaza. Temos como alvo um comandante sénior do Hamas”, disse um porta-voz das Forças de Defesa israelitas, numa conferência de imprensa em Jerusalém.

O movimento Hamas, que governa na Faixa de Gaza, anunciou a morte de um de seus comandantes num ataque israelita no norte do enclave.

As declarações do Hamas surgem depois de fontes sanitárias palestinianas terem adiantado a ocorrência de uma explosão de origem desconhecida no norte da Faixa de Gaza, que provocou a morte a pelo menos nove pessoas, três delas crianças.

Com Lusa

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