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Guterres remete para assembleia-geral responsabilidade de missão de observação eleitoral na Venezuela
Mundo 09.03.2018 Do nosso arquivo online

Guterres remete para assembleia-geral responsabilidade de missão de observação eleitoral na Venezuela

O secretário-geral da ONU, António Guterres.

Guterres remete para assembleia-geral responsabilidade de missão de observação eleitoral na Venezuela

O secretário-geral da ONU, António Guterres.
Foto: UNHCR / J.M. Ferre
Mundo 09.03.2018 Do nosso arquivo online

Guterres remete para assembleia-geral responsabilidade de missão de observação eleitoral na Venezuela

O secretário-geral das Nações Unidas remeteu hoje para a Assembleia-Geral ou para o Conselho de Segurança daquele organismo a decisão sobre o envio de uma missão de observação às próximas eleições presidenciais na Venezuela.

"O secretário-geral não pode enviar pessoal das Nações Unidas para observar umas eleições, sem um mandato específico da Assembleia-Geral ou do Conselho de Segurança", afirmou o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou os Estados Unidos de estarem a pressionar o secretário-geral da ONU para não enviar uma missão de observadores às eleições, mas o porta-voz de António Guterres explicou que quem pode decidir nesta matéria são outros órgãos.

"As pressões deveriam ser feitas aos que têm autoridade para enviar a missão", afirmou.

Segundo a imprensa venezuelana, quer a Assembleia-Geral da ONU quer o Conselho de Segurança não equacionam, de momento, enviar uma missão de observação eleitoral à Venezuela.

Na terça-feira, Maduro disse que "o Governo dos Estados Unidos está a fazer pressão junto do secretário-geral das Nações Unidas para que não envie uma delegação de observação eleitoral".

Nicolás Maduro apelou ainda a António Guterres, "em nome da Venezuela", que seja selecionada em breve uma delegação da ONU que "se junte aos processos de auditoria" do sistema eleitoral.

A tensão política na Venezuela tem-se somado à crise económica nas últimas semanas com a campanha eleitoral para as eleições agendadas para 20 de maio.

Maduro concorre à reeleição num processo cuja transparência tem sido questionada por várias organizações internacionais e que levou muitos opositores a recusarem participar no ato eleitoral.


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