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Guterres. Combate político às alterações climáticas parece estar a enfraquecer

Guterres. Combate político às alterações climáticas parece estar a enfraquecer

Foto: UNHCR
Mundo 12.05.2019

Guterres. Combate político às alterações climáticas parece estar a enfraquecer

Guterres diz que o mundo não está no caminho certo para alcançar as metas do acordo de Paris, cujo objetivo é conter o aquecimento global abaixo de dois graus celsius.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou hoje que a vontade política para combater as alterações climáticas parece estar a enfraquecer, ao mesmo tempo que a situação vai piorando para os que sentem os seus efeitos.

Guterres falava aos jornalistas no momento da chegada à Nova Zelândia, como parte de um roteiro pelo Pacífico Sul para destacar os problemas causados pelas mudanças climáticas.

“Vemos em toda a parte a demonstração óbvia de que não estamos no caminho certo para atingir as metas estabelecidas pelo acordo de Paris", disse o secretário-geral, citado pela agência France-Presse.

O pacto, assinado por 195 países-membros da ONU, tem o objetivo de conter o aquecimento global abaixo de dois graus celsius.

"E o paradoxo é que, quando as coisas pioram, as medidas políticas parecem estar a recuar", acrescentou Guterres numa conferência de imprensa em Auckland, com a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern.

Em Christchurch, António Guterres também se reunirá com líderes muçulmanos após o massacre de 51 fiéis em março, mortos por um atirador que atacou duas mesquitas durante as orações de sexta-feira.

O secretário-geral da ONU afirmou que costuma visitar um país muçulmano durante o mês sagrado do Ramadão, mas que este ano decidiu visitar os muçulmanos na Nova Zelândia como um tributo à sua coragem e resistência, demonstrando admiração pela solidariedade mostrada no país após o ataque.

Guterres elogiou ainda a primeira-ministra da Nova Zelândia por ajudar a implementar novas leis de controlo de armas e por instar outros líderes mundiais e empresas de tecnologia a encontrem uma maneira de evitar que atos de extremismo sejam mostrados online, como aconteceu com o ataque de março.

Lusa


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