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Guaidó reitera ameaças contra Maduro na Casa Branca
Mundo 06.02.2020 Do nosso arquivo online

Guaidó reitera ameaças contra Maduro na Casa Branca

Guaidó reitera ameaças contra Maduro na Casa Branca

AFP
Mundo 06.02.2020 Do nosso arquivo online

Guaidó reitera ameaças contra Maduro na Casa Branca

Teresa CAMARÃO
Teresa CAMARÃO
Depois da Colômbia, da Europa e do Canadá, Juan Guaidó aterrou nos EUA num claro desafio à ordem judicial que o impede de sair da Venezuela. Considerou "muito produtivo" o encontro com Donald Trump.

O ex-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela e autoproclamado presidente do país, Juan Guaidó, considerou "muito produtivo" o encontro com o Presidente norte-americano, Donald Trump.  

"Em nome dos venezuelanos, estamos aqui porque, em 05 de janeiro, 07 de janeiro e 15 de janeiro, conseguimos resistir aos ataques de uma ditadura, resistir ao que foi a tentativa de tomar o parlamento à força", declarou Guaidó aos jornalistas. 

Guaidó referia-se aos episódios que o afastaram do cargo que ocupava no orgão legislativo da Venezuela, logo no arranque de janeiro, depois de os restantes partidos de oposição ao governo de Nicolás Maduro se terem também tornado numa oposição clara ao Voluntad Popular que lidera. 

Sem acatar a decisão da maioria, autoproclamou-se líder da Assembleia Nacional nas instalações do segundo maior jornal da oposição, o El Nacional. Acusa os partidos da oposição de se terem aliado ao governo de Maduro e insiste que foi impedido de participar na eleição. Foi na condição de ofendido, autoproclamado Presidente da Venezuela e da Assembleia Nacional que visitou a Casa Branca para o seu primeiro encontro com Donald Trump, cujo governo, de resto, foi o primeiro a reconhecer-lhe a legitimidade. 

"Insistimos em todos os momentos que temos o apoio do mundo, que não é a Juan Guaidó, é a uma causa, é a democracia, é a liberdade, é a possibilidade de ver um continente definitivamente livre", reiterou depois do encontro. Agradeceu ainda o "compromisso" do Presidente norte-americano, que no discurso anual sobre o Estado da União expressou o seu compromisso com a "justa luta pela liberdade" da Venezuela, no Congresso. 

"Enfrentamos na Venezuela, como sabem, uma ditadura, uma ditadura que persegue, que tortura, que sequestra, que ameaça de morte, que atentou contra o veículo que transportava deputados em 15 de janeiro, que quer destruir um país. Não vamos permitir isso", indicou Guaidó, acrescentando que "ações concretas" contra o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, serão anunciadas "no devido momento".