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Guaidó diz que regime não é de esquerda mas de “assassinos” que massacram venezuelanos
Mundo 2 min. 04.03.2019 Do nosso arquivo online

Guaidó diz que regime não é de esquerda mas de “assassinos” que massacram venezuelanos

Guaidó diz que regime não é de esquerda mas de “assassinos” que massacram venezuelanos

Foto: AFP
Mundo 2 min. 04.03.2019 Do nosso arquivo online

Guaidó diz que regime não é de esquerda mas de “assassinos” que massacram venezuelanos

"O regime ofereceu a sua pior cara. Usou a sua última linha de defesa, os coletivos [grupos armados afetos ao regime] e presos armados, para massacrar os indígenas", disse Guaidó, fazendo alusão aos acontecimentos de 23 de fevereiro, onde quatro pessoas foram mortas, segundo a imprensa local, por defenderem a entrada de ajuda humanitária internacional no país.

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, acusou esta segunda-feira o regime de Nicolás Maduro de não ser de "esquerda" mas de "assassinos" que massacram os venezuelanos. "Qual governo de esquerda, quando não há liberdades sindicais, quando atacam os indígenas? (...) Isto não tem nada a ver com a esquerda, nem com a direita, simplesmente são uns assassinos que massacram o nosso povo", acusou.


Militares na Venezuela dispersam manifestantes na fronteira com a Colômbia com gás lacrimogéneo
Militares da Guarda Nacional da Venezuela lançaram hoje gás lacrimogéneo sobre os manifestantes que se concentravam junto à ponte fronteiriça com a Colômbia, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Juan Guaidó falava para milhares de simpatizantes que se concentraram na Praça Alfredo Sadel de Las Mercedes (leste de Caracas), à espera do regresso do líder da oposição de um périplo pela Colômbia, Brasil, Paraguai e Brasil. "O regime ofereceu a sua pior cara. Usou a sua última linha de defesa, os coletivos [grupos armados afetos ao regime] e presos armados, para massacrar os indígenas", frisou.

Juan Guaidó fazia alusão aos acontecimentos ocorridos a 23 de fevereiro na fronteira da Venezuela com o Brasil em que quatro pessoas foram mortas, segundo a imprensa local, por defenderem a entrada de ajuda humanitária internacional no país. Por outro lado, Guaidó insistiu que os venezuelanos devem manter-se mobilizados nas ruas para conseguir o "fim da usurpação, um governo de transição e eleições livres no país", recordando que a 23 de janeiro jurou assumir as competências do poder executivo no país, para "selar a transição".


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Os distúrbios que ocorreram este fim de semana na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia provocaram 315 feridos, entre os quais 19 militares, segundo dados do Governo Venezuelano de Nicolás Maduro.

Segundo Guaidó, há dois elementos importantes para conseguir esses objetivos, "a união de todos, não somente do parlamento, mas também dos partidos, dos estudantes jovens (…) mulheres e sindicatos". "Da Igreja católica, porque Deus está connosco. Todas as igrejas", frisou. O segundo elemento, afirmou, é manter a mobilização nas ruas, para garantir a transição.

Juan Guaidó abordou o “bem sucedido périplo" que fez pela América do Sul e agradeceu à Colômbia, Brasil, Equador, Paraguai, Peru e Honduras pelo apoio recebido, sublinhando que "o mundo apoia esta luta libertadora" Segundo Juan Guaido, a oposição hoje está "muito mais forte que nunca" e "não será através da perseguição e da ameaça” que será detida.


Cerca de 3,4 milhões de pessoas saíram da Venezuela desde o início da crise
À volta de 300 mil portugueses ou lusodescendentes vivem atualmente na Venezuela.

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela frisou ainda que a oposição continuará "a insistir para a entrada da ajuda humanitária" internacional no país e anunciou que terça-feira se reunirá com representantes dos sindicatos. No próximo sábado, acrescentou, "toda a Venezuela voltará às ruas em busca de liberdade".

No passado dia 23 de fevereiro, pelo menos quatro pessoas morreram e centenas ficaram feridas em confrontos ocorridos nas zonas de fronteira da Venezuela com a Colômbia e o Brasil, quando militares e polícias impediram a entrada de ajuda humanitária internacional. O autoproclamado Presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, chegou hoje à tarde ao aeroporto internacional de Caracas, onde foi recebido por uma multidão composta por apoiantes e embaixadores de vários países europeus e latino-americanos, segundo imagens transmitidas em direto.


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O líder da oposição pediu que a comunidade internacional não negasse à partida uma invasão da Venezuela e o vice-presidente dos EUA anuiu que era hora de agir. Há uns dias, Mike Pence avisou também que havia combatentes do Hezbollah na Venezuela e que os americanos tinham de se proteger

Entre os embaixadores europeus estava o de Portugal, Carlos Nuno Almeida de Sousa Amaro, confirmaram fontes diplomáticas à agência Lusa.

Lusa


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