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Greve em dezembro vai causar o "caos" nos postos consulares de Portugal
Mundo 2 min. 21.11.2022
Postos consulares

Greve em dezembro vai causar o "caos" nos postos consulares de Portugal

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Greve em dezembro vai causar o "caos" nos postos consulares de Portugal

Foto: Guy Jallay/Luxemburger Wort
Mundo 2 min. 21.11.2022
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Greve em dezembro vai causar o "caos" nos postos consulares de Portugal

Lusa
Lusa
As perdas cambiais dos trabalhadores do MNE português nos Estados Unidos e na Suíça já representam dois salários, dizem os sindicatos.

O sindicato dos trabalhadores nos postos consulares, embaixadas, missões diplomáticas e centros culturais de Portugal no estrangeiro decretou uma greve de seis semanas, com início a 5 de dezembro, que ameaça causar "o caos" nestes serviços.

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral adjunto do Sindicato dos Trabalhadores Consulares, das Missões Diplomáticas e dos Serviços Centrais do Ministério dos Negócios Estrangeiros (STCDE), Alexandre Vieira, disse que a decisão foi tomada após uma reunião na passada sexta-feira com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafôfo.

Sobre a greve, que decorrerá entre os dias 5 de dezembro deste ano e 12 de janeiro de 2023, disse que "é longa", a primeira a ser marcada nos últimos dez anos, e que vai causar "um caos tremendo, que já existe com a falta de recursos humanos, mas vai haver um caos em todos os postos".


MNE disponível para diálogo com sindicato que marcou greve nos postos consulares
O MNE assinala “a continuidade do trabalho para a revisão das tabelas salariais, cuja proposta está a ser articulada com outras áreas governativas, após a qual se dará início, de imediato, a uma negociação”.

"Esta greve vai afetar, mas muito, as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo", disse. "O Governo tem até dia 5 para resolver esta situação", observou.

Deste encontro com o Governo,  Alexandre Vieira disse que os representantes sindicais saíram com "uma mão-cheia de nada", o que os levou a abandonar as negociações, que decorrem "há mais de dois anos".

"Não podemos estar num diálogo de mudos", disse, acusando o Governo português de não concretizar os acordos que foram feitos nos últimos tempos, em várias matérias.

O sindicalista afirma que a tutela disse que a resolução de vários problemas está agora nas mãos das Finanças, nomeadamente a questão das tabelas salariais que resolveria problemas antigos, como a necessária correção salarial para os trabalhadores no Brasil.

Igualmente por concretizar está, segundo o sindicato, a publicação do novo mecanismo de correção cambial, que contemple as perdas cambiais acumuladas, negociado e consensualizado com o Governo há mais de dois anos.

A este propósito, disse que as perdas cambiais dos trabalhadores do MNE português nos Estados Unidos e na Suíça já representam dois salários.


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O governo português defende que o voto presencial como modalidade preferencial pode ser a solução para acabar com a obrigatoriedade do cartão do cidadão na opção postal e reduzir custos financeiros e ambientais.

"Os assistentes técnicos nos Estados Unidos entram a ganhar 1.600 euros - que não dá para alugar um quarto em Nova Iorque -, chegam, recebem o primeiro ordenado e vão-se embora", indicou.

Alexandre Vieira recordou que "foi devidamente estruturado e negociado, com o anterior ministro e o atual secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Paulo Cafôfo, para estas tabelas salariais serem imediatamente alteradas".

O sindicalista lamentou que no encontro da semana passada com Paulo Cafôfo este apenas tivesse para informar o sindicato que iria ser publicada em breve a portaria que resolve a situação dos trabalhadores no Brasil.

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