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Grécia: Presidente do Conselho Europeu defende alívio da dívida grega
Mundo 2 min. 09.07.2015 Do nosso arquivo online

Grécia: Presidente do Conselho Europeu defende alívio da dívida grega

Donal Tusk

Grécia: Presidente do Conselho Europeu defende alívio da dívida grega

Donal Tusk
Foto: AFP
Mundo 2 min. 09.07.2015 Do nosso arquivo online

Grécia: Presidente do Conselho Europeu defende alívio da dívida grega

As declarações do presidente do Conselho Europeu vão no mesmo sentido do FMI, que defende a restruturação da dívida grega, com medidas que representem o alívio da dívida reclamado por Atenas.

O presidente do Conselho Europeu e das cimeiras do euro, Donald Tusk, defendeu hoje que as propostas realistas de reformas que são reclamadas ao Governo grego devem ser correspondidas com propostas realistas dos credores sobre a sustentabilidade da dívida.

As declarações de Donal Tusk vão no mesmo sentido do FMI, que defende a restruturação da dívida grega, ou seja, medidas que representem um alívio da dívida, reclamado por Atenas.

Em mensagens publicadas na sua conta da rede social twitter, Tusk diz que acabou de falar com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, e diz esperar receber hoje "propostas de reformas concretas e realistas", tal como previsto (o prazo limite para as propostas de Atenas chegarem a Bruxelas está fixado à meia-noite, 23:00 de Lisboa).

O presidente do Conselho acrescenta então que essas propostas realistas do Governo grego "necessitam de ser correspondidas com propostas realistas por parte dos credores sobre a sustentabilidade da dívida, para criar uma situação em que todos fiquem a ganhar". 

Na quarta-feira, o primeiro-ministro grego indicou que a proposta que a Grécia deve apresentar hoje aos credores inclui "uma solução para o problema da sustentabilidade da dívida".

A dívida pública grega representa cerca de 180% do Produto Interno Bruto, ou seja, quase o dobro da riqueza produzida no país.

Na quarta-feira, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, considerou "necessária" uma reestruturação da dívida grega, uma posição que contraria a vontade de diversos Estados-membros da zona euro.

Uma vez chegadas as propostas de reformas de Atenas, com as quais o Governo grego pretende convencer parceiros e credores a concederem um terceiro programa de ajuda, as instituições (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI) vão analisá-las, e submeterão de seguida a sua avaliação ao Eurogrupo, que preparará então a cimeira do euro, agendada para domingo.

Domingo é apontado pelos dirigentes europeus como o dia de todas as decisões, e se não houver acordo nesse dia a Europa partirá para o chamado 'Grexit', a saída da Grécia da zona euro, como já admitiram publicamente vários líderes, tendo mesmo o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, revelado na terça-feira que Bruxelas tem já "um plano detalhado" para esse cenário.

(Lusa)


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