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Governo ucraniano pede reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU
Mundo 2 min. 22.02.2022 Do nosso arquivo online
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Governo ucraniano pede reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU

Reunião do Conselho de Segurança da ONU, na segunda-feira à noite.
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Governo ucraniano pede reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU

Reunião do Conselho de Segurança da ONU, na segunda-feira à noite.
Foto: Timothy A. Clary/AFP
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Governo ucraniano pede reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU

Lusa
Lusa
A Ucrânia solicitou encontro urgente face "às ações ilegais da Rússia", depois do Presidente russo ter reconhecido a independência das regiões separatistas ucranianas.

A Ucrânia solicitou na segunda à noite uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas face "às ações ilegais da Rússia", depois do Presidente russo, Vladimir Putin, ter reconhecido a independência das regiões separatistas ucranianas.

"A Ucrânia solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas devido às ações ilegais da Rússia. Já enviamos o pedido ao Conselho", anunciou no Twitter o ministro dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba.

O Presidente da Rússia reconheceu na segunda-feira a independência dos territórios separatistas pró-Rússia no leste da Ucrânia, com os quais assinou tratados de amizade e assistência mútua com os líderes de Donetsk, Denis Pushilin, e Lugansk, Leonid Pásechnik.


Putin reconhece territórios separatistas da Ucrânia como países independentes
Emmanuel Macron e Olaf Scholz, mediadores do conflito no leste da Ucrânia, já lamentaram a sua “deceção" sobre esta decisão. Putin alega que a Ucrânia é historicamente parte do império russo.

Segundo Putin, a decisão foi tomada depois de receber um pedido [de reconhecimento] por parte de ambos os líderes separatistas pró-Rússia e depois da Duma [câmara baixa do parlamento russo] ter enviado uma resolução com um pedido de reconhecimento da independência de Donetsk e Lugansk.

A Rússia mobilizou ao longo das últimas semanas dezenas de milhares de militares nas fronteiras com a Ucrânia, com o Ocidente a considerar estas movimentações como uma preparação para a invasão ao país vizinho. A decisão de reconhecer ambas as repúblicas autoproclamadas foi apoiada quase por unanimidade pelos membros do Conselho de Segurança da Rússia.

O vice-presidente desse órgão, Dmitry Medvedev, comparou a situação com 2008, quando ele, então como presidente da Rússia, tomou a decisão de reconhecer as regiões separatistas georgianas da Abkházia e da Ossétia do Sul. Para Medvedev, aquela medida "salvou centenas de milhares de vidas" naqueles territórios.


Josep Borrell, Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.
A hora mais negra desde o fim da Guerra Fria
O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, disse que se a Rússia invadir a Ucrânia terá que responder perante a comunidade internacional e perante a história. Um pacote de sanções "duríssimas" está pronto e Borrell garante que todos os países europeus o vão aprovar.

Na sua comunicação ao país, além de reconhecer a independência das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk, Vladimir Putin assegurou também que tomará medidas para garantir a segurança da Rússia perante a recusa dos Estados Unidos e da NATO em abordar as suas preocupações de segurança e renunciar à Ucrânia o direito de fazer parte da Aliança Atlântica no futuro.

A posição de Moscovo sobre estas repúblicas provoca um curto-circuito no processo de paz resultante dos acordos de Minsk de 2015, assinados pela Rússia e pela Ucrânia, sob mediação franco-alemã, já que estes visavam, precisamente, um regresso dos territórios à soberania ucraniana.

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