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Governo ucraniano admite que guerra contra Rússia não tem fim rápido à vista
Mundo 2 min. 14.05.2022
Guerra na Ucrânia

Governo ucraniano admite que guerra contra Rússia não tem fim rápido à vista

Guerra na Ucrânia

Governo ucraniano admite que guerra contra Rússia não tem fim rápido à vista

Foto: AFP
Mundo 2 min. 14.05.2022
Guerra na Ucrânia

Governo ucraniano admite que guerra contra Rússia não tem fim rápido à vista

Lusa
Lusa
"Estamos a testemunhar um momento de viragem estratégico a favor da Ucrânia. Este processo vai levar algum tempo”, disse o ministro da Defesa aludindo à demora na chegada das armas dos parceiros ocidentais ao país.

O ministro da Defesa ucraniano disse hoje que a guerra contra a Rússia não tem um fim rápido à vista, considerando que as armas fornecidas pelos ocidentais demorarão a virar o conflito a favor da Ucrânia.

“Estamos a entrar numa nova fase da guerra, de longo prazo”, sublinhou Oleksii Reznikov através da rede social Facebook.

O governante antecipou ainda “semanas extremamente difíceis”, acrescentando que ninguém pode dizer com certeza quantas serão.

Reznikov lembrou que a Rússia foi incapaz de eliminar a Ucrânia e capturar a sua capital e que agora Moscovo é forçada “a reduzir a escala dos seus alvos para o nível tático-operacional".


Refugiados da Ucrânia caminham numa estrada após atravessarem o posto de controlo da fronteira com a Moldávia perto da cidade de Palanca.
Mais de seis milhões de ucranianos fugiram do país
A Polónia abriga de longe o maior número de refugiados. Eram 3.272.943 ucranianos em 11 de maio.

"Estamos a testemunhar um momento de viragem estratégico a favor da Ucrânia. Este processo vai levar algum tempo”, apontou.

O ministro da Defesa assinalou também que Kiev está “lentamente, mas mesmo assim a receber” transferências de armas pesadas de parceiros ocidentais.

O governo ucraniano espera mais armas após a reunião dos responsáveis pela Defesa de mais de 40 países, na base norte-americana de Ramstein, na Alemanha, que decorreu no mês passado e que Reznikov considerou ter sido “um encontro histórico”.

Mais de 1.500 militares ucranianos já estão a receber, ou vão iniciar, o treino para o uso de equipamentos militares ocidentais.

Rússia pode atacar todo o território com mísseis desde o mar Negro, diz Kiev

Também esta sexta-feira,  a Ucrânia acusou a Rússia de ameaçar todo o território ucraniano com ataques de mísseis, ao criar uma base ofensiva na Ilha Zmiinyi, no mar Negro, e de tentar destabilizar a situação na região separatista da Transnístria.

O porta-voz do Comando Operacional do Sul da Ucrânia, Vladyslav Nazarov, denunciou, através da rede social Telegram, haver quatro navios de guerra russos e dois submarinos no mar Negro, carregados com mais de 30 mísseis Kalibr.

Estes equipamentos militares representam uma ameaça de ataques com mísseis em todo o território ucraniano, alertou Nazarov, citado pela agência de notícias local Ukrinform.

Os serviços de inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia divulgaram esta sexta-feira que as forças russas têm planos para implantar sistemas de mísseis de defesa aérea Pantsir e sistemas de mísseis terra-ar Tor-M2 na Ilha da Serpente (Ilha Zmiinyi), no mar Negro.

Vladyslav Nazarov acusou ainda as “forças invasoras” de continuarem a promover provocações na Transnístria.


No Luxemburgo, foi concedido o estatuto de proteção temporária a 3.014 pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia.
Mais de 1.500 refugiados ucranianos estão a viver em estruturas de acolhimento no Luxemburgo
Mais de 1.500 refugiados ucranianos estão a viver em estruturas de acolhimento no Luxemburgo. No total, existem 19 instalações de alojamento no país, com uma capacidade de 2.369 camas.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 6 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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