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Governador de Lugansk diz que região está destruída "como Mariupol”
Mundo 7 min. 25.05.2022
Guerra na Ucrânia

Governador de Lugansk diz que região está destruída "como Mariupol”

Imagens de destruição provocadas por misseis russos na cidade de Mykolaiv.
Guerra na Ucrânia

Governador de Lugansk diz que região está destruída "como Mariupol”

Imagens de destruição provocadas por misseis russos na cidade de Mykolaiv.
Foto: AFP
Mundo 7 min. 25.05.2022
Guerra na Ucrânia

Governador de Lugansk diz que região está destruída "como Mariupol”

Redação
Redação
Os últimos acontecimentos relacionados com a guerra na Ucrânia.

O governador de Lugansk, Serhiy Haidai, disse que a situação "está à beira de ser crítica" e que a região do leste da Ucrânia "é agora como Mariupol", cidade deixada em ruínas por ataques russos.

"Agora, para a região de Lugansk, é o momento mais difícil nos oito anos da guerra", disse Haidai, na terça-feira, referindo-se ao início do conflito com os separatistas apoiados pela Rússia, em 2014.

"Os russos estão a avançar em todas as direções ao mesmo tempo, trouxeram um número absurdo de caças e equipamento", disse o governador na plataforma Telegram, citado pela Lusa.


A alteração adotada hoje foi proposta pelo executivo húngaro após a invasão russa da Ucrânia para fornecer ao país "os instrumentos necessários para ajudar, apoiar e acomodar os refugiados, bem como para contrariar e aliviar os efeitos económicos negativos".
Hungria declara estado de emergência devido à guerra
A Hungria entra à meia-noite de hoje em estado de emergência devido à guerra na vizinha Ucrânia, anunciou o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.

Haidai acusou também as tropas de Moscovo de implantar táticas de "terra queimada" em toda a região, uma das duas que compõem o coração industrial do leste da Ucrânia.

"Só está a piorar. O que os russos estão a fazer é difícil de descrever em palavras. Os invasores estão a matar as nossas cidades, a destruir tudo ao redor", disse o governador.

Haidai falou de "bombardeamentos cada vez mais intensos" e acrescentou que "o exército russo pretende destruir completamente Severodonetsk", uma cidade estratégica a noroeste de Lugansk.

"Somos um posto avançado que retém o ataque e assim faremos. Apesar da superioridade do exército inimigo, venceremos, porque estamos a lutar pela nossa terra", garantiu.

Também o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que a Rússia está a utilizar tudo à sua disposição na batalha pela região leste do Donbass. "Praticamente todo o poder do exército russo, o quer que tenha sobrado, está a ser lançado na ofensiva. Liman, Popasna, Sievierodonetsk, Slaviansk: os ocupantes querem destruir tudo lá", disse o chefe de Estado ucraniano, no discurso noturno à nação.

Na terça-feira, o ministro do Interior da Ucrânia, Denis Monastirsky, indicou que houve mais de 20.000 crimes de guerra.

A Ucrânia vai cooperar "com procuradores estrangeiros, equipas conjuntas de investigação e especialistas", embora tenha sublinhado que "a maior parte do trabalho tenha sido feito por agentes da polícia ucranianos", prometeu.

Mais de 13.500 dos crimes foram registados por investigadores da polícia da Ucrânia. Monastirsky também indicou que a prioridade em todos os "territórios ocupados" é a remoção de minas, de acordo com a agência de notícias ucraniana Unian.

 Ucrânia quer recuperar todos os seus territórios, diz Zelensky

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse que o Kremlin deveria retirar as suas tropas para as posições onde estavam antes da invasão de 24 de fevereiro de forma a mostrar que está pronto a retomar as conversações diplomáticas. 


Militares ucranianos preparam-se para avançar para a linha da frente num posto de controlo perto da cidade de Lysychansk, no Donbas, esta segunda-feira.
Três meses de guerra. Qual o ponto de situação na Ucrânia?
A guerra na Ucrânia entra esta terça-feira no seu quarto mês enquanto as tropas russas concentram a sua ofensiva no Donbass, em Lugansk.

Segundo as autoridades ucranianas, os mísseis russos atingiram várias cidades do leste da Ucrânia durante a noite, uma vez que os seus militares estão a acumular forças para uma ofensiva perto da cidade de Zaporizhzhia.   

Através de uma ligação vídeo, num pequeno-almoço organizado pela Fundação Victor Pinchuk, em Davos, onde decorre o Fórum Económico Mundial, Zelensky afirmou que a Ucrânia lutará para que lhe sejam devolvidos todos os seus territórios.

As conversações com a Rússia estagnaram e Kiev não vê perspetivas de diplomacia a não ser que o Kremlin faça recuar as suas tropas de volta às posições ocupadas antes da invasão, referiu o presidente ucraniano, de acordo com a Bloomberg. 

Zelensky diz que Vladimir Putin não "percebe o que está a acontecer" porque "vive no seu mundo informativo".  O líder ucraniano afirmou ainda que Kiev está satisfeito com o facto de a China se encontrar à margem do conflito, acrescentando "estamos satisfeitos com este status quo". 

Rússia admite abrir portos para garantir passagem de navios comerciais

A Rússia afirma estar pronta para um diálogo que resolva a situação com os cargueiros de cereais bloqueados na Ucrânia. A informação foi dada pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Andrey Rudenko, avançou a Interfax. 

A ofensiva de Moscovo bloqueou os portos ucranianos, deixando o governo em Kiev em dificuldades para conseguir que os carregamentos de cereais saiam, ao mesmo tempo que fez disparar preços de bens essenciais para níveis quase recorde.  

A Rússia comprometeu-se a reabrir o porto de Mariupol a navios estrangeiros enquanto a Estónia e a Lituânia pressionam as nações europeias a enviar navios de guerra para o Mar Negro para proteger os cargueiros que transportam cereais. 

O Ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano Dmytro Kuleba afirmou que é pouco provável que a NATO ajude a garantir uma passagem segura para os carregamentos agrícolas.

Kremlin vai nomear líderes de empresas estrangeiras  

O parlamento russo aprovou na terça-feira, de forma preliminar, um projeto de lei que permitirá ao governo nomear uma nova administração para empresas estrangeiras que se retiraram da Rússia após a invasão da Ucrânia.

De acordo com a agência de notícias estatal russa Tass, a nova lei permitirá a transferência do controlo de empresas que abandonaram a Rússia não por razões económicas, mas por causa do “sentimento antirrusso na Europa e nos EUA”.


Um militar ucraniano do regimento Azov no interior da fábrica de aço Azovstal, que era o último reduto da resistência ucraniana na cidade portuária de Mariupol.
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Todos os militares que estiveram entrincheirados na siderúrgica Azovstal até se renderem na semana passada estão presos na autoproclamada República Popular de Donetsk, controlada pela Rússia, disse o líder separatista Denis Pushilin à agência russa Interfax.

A Tass disse que os proprietários estrangeiros ainda poderiam retomar as operações na Rússia ou vender as suas ações.

Muitas empresas estrangeiras suspenderam as operações na Rússia enquanto outras abandonaram por completo o país, mesmo no caso de grupos que tinham feito enormes investimentos.

A Starbucks, Coca-Cola e PepsiCo anunciaram terça-feira a suspensão das suas atividades na Rússia, depois da cadeia de 'fast food' norte-americana McDonald’s ter comunicado o encerramento temporário de 850 restaurantes no país, devido à invasão russa da Ucrânia.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse que a nova lei torna ainda mais imperativa a saída das empresas estrangeiras que ainda permanecem na Rússia.

"É a última chance de salvar não apenas a vossa reputação, mas também a vossa propriedade", disse ele em comunicado.

Rublo sobe para máximos face ao dólar 

Esta terça-feira, o rublo subiu para o valor mais alto face ao dólar desde março de 2018, depois de a Bolsa de Valores de Moscovo ter fixado hoje as cotações oficiais em 57,59 rublos por dólar e 59,97 rublos por euro.

Estas cotações representam uma queda de 0,48% do dólar face ao rublo e de 0,72% do euro em comparação com a cotação anterior.

Segundo a Bolsa de Valores de Moscovo, o curso do dólar desceu para 56,61 rublos pela primeira vez desde março de 2018, enquanto o euro caiu para 58,59 rublos.

Esta subida do rublo ocorre três meses depois do início da invasão da Ucrânia pela Rússia, após a qual o Ocidente impôs sanções contra as reservas do banco central russo e excluiu vários bancos russos do sistema de pagamento internacional SWIFT, levando a um mergulho de quase 30% no rublo, uma queda que não se via desde 1993.

Soprano russa Anna Netrebko regressa aos grandes concertos em Paris

O concerto de Anna Netrebko na Filarmónica de Paris esta quarta-feira marca o grande regresso da soprano russa a uma capital ocidental, depois desta ter sido criticada e afastada de vários palcos, desde a guerra na Ucrânia. 

Considerada uma das maiores vozes de ópera do mundo, foi uma das primeiras artistas russas a ser afastada após o início da invasão da Ucrânia por não ter denunciado claramente a guerra. A prestigiada Ópera Metropolitana de Nova Iorque, onde foi a estrela, cancelou a sua atuação indefinidamente e anunciou a sua retirada temporária do palco.

A 30 de Março, "condenou expressamente a guerra contra a Ucrânia", o que a levou a ser retirada dos cartazes do seu próprio país. 


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Uma vez que Roman Abramovich detém um passaporte português, as autoridades portuguesas terão também de autorizar o negócio.

 A soprano nunca declarou apoio ao presidente russo Vladimir Putin, mas foi criticada por ter viajado para Donetsk em dezembro de 2015 e posado com a bandeira dos rebeldes separatistas pró-russos. Também causou controvérsia quando entregou um cheque de um milhão de rublos (cerca de 15.000 euros) ao líder ucraniano pró-russo Oleg Tsarev. 

 Anna Netrebko defendeu-se explicando que queria apoiar as artes, e mais particularmente a Ópera de Donetsk, à qual a Ucrânia tinha cortado todo o financiamento, e assegurou que "nunca tinha recebido qualquer apoio financeiro do governo russo" e nunca se tinha aliado a "qualquer líder russo".

(Com agências)


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