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Gordon Sondland admite que pressionou governo da Ucrânia
Mundo 2 min. 20.11.2019 Do nosso arquivo online

Gordon Sondland admite que pressionou governo da Ucrânia

Gordon Sondland admite que pressionou governo da Ucrânia

Foto: AFP
Mundo 2 min. 20.11.2019 Do nosso arquivo online

Gordon Sondland admite que pressionou governo da Ucrânia

O embaixador norte-americano na União Europeia admitiu ter pressionado, a pedido de Donald Trump, o governo ucraniano para investigar o filho de Joe Biden, rival do atual presidente na corrida à Casa Branca, em troca de apoio militar.

Esta quarta-feira, prosseguiu a ronda de testemunhos na fase pública do processo de impeachment contra Donald Trump com declarações polémicas do embaixador norte-americano na União Europeia (UE), Gordon Sondland, que admitiu ter pressionado o governo ucraniano, a pedido do presidente dos Estados Unidos, para investigar a empresa de gás na qual o filho de Joe Biden trabalha. Se o chefe de Estado da Ucrânia aceitasse abrir uma investigação receberia em troca apoio militar para fazer frente aos separatistas que declararam a independência de Donetsk e Lugansk. Ora, o democrata Joe Biden é precisamente o principal rival de Trump na corrida às presidenciais norte-americanas que se realizam no próximo ano.

O testemunho de Sondland havia despertado expetativa no Capitólio porque, depois das primeiras declarações à porta fechada, enviou uma emenda escrita reconhecendo que a ajuda militar à Ucrânia tinha sido condicionada a uma investigação sobre o democrata Joe Biden.

Outras quatro audiências tiveram lugar na terça-feira. O tenente-coronel Alexander Vindman, especialista da Ucrânia no Conselho de Segurança Nacional, e Jennifer Williams, assistente de política internacional do vice-presidente dos EUA, Mike Pence, testemunharam pela manhã. "É inapropriado que o presidente peça a um governo estrangeiro para investigar um oponente político", disse Vindman.

À tarde, foi a vez de Kurt Volker, enviado especial para a Ucrânia, e de Tim Morrison, antigo conselheiro do Conselho de Segurança. Ambos compareceram a pedido dos republicanos e defenderam a versão de Trump de que não havia quid pro quo ou suborno na solicitação dos inquéritos a Biden.  

Para a acusação, uma das provas conclusivas é a conversa telefónica de 25 de julho entre Trump e Zelensky, na qual o presidente norte-americano pede explicitamente que se faça tal investigação. Além do testemunho de Taylor, algumas mensagens de texto entre diplomatas, divulgadas como resultado dessas investigações, apontam para o uso da ajuda e um convite a Zelensky na Casa Branca como mecanismo de pressão.

O Comité de Inteligência, responsável pela maior parte da investigação, vai elaborar um relatório final que vai ser enviado ao Comité de Justiça. Ainda que os democratas possam votar por maioria contra Donald Trump na câmara baixa, o caso passa depois para o Senado onde os republicanos detêm a maioria dos membros e é difícil que a destituição do presidente norte-americano venha a acontecer.

Esta é a quarta vez na história que os Estados Unidos ativam este mecanismo legal e, até agora, nenhum presidente foi destituído. Richard Nixon renunciou pelo caso Watergate antes da votação chegar à fase final no Senado. Tanto Andrew Johnson (1865-1869) como Bill Clinton (1996-1999) superaram o processo sem perderem o mandato.

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