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Golpe de Estado na Bolívia. Cinco apoiantes de Evo Morales mortos em confrontos
Mundo 16.11.2019

Golpe de Estado na Bolívia. Cinco apoiantes de Evo Morales mortos em confrontos

Golpe de Estado na Bolívia. Cinco apoiantes de Evo Morales mortos em confrontos

AFP
Mundo 16.11.2019

Golpe de Estado na Bolívia. Cinco apoiantes de Evo Morales mortos em confrontos

Há centenas de feridos.

Cinco plantadores de coca apoiantes do ex-Presidente boliviano Evo Morales, exilado no México após ter renunciado ao cargo, morreram em confrontos com a polícia e o exército na sexta-feira, que resultaram ainda num número indeterminado de feridos.

As mortes tiveram lugar no subúrbio de Cochabamba, no centro do país, reduto político do ex-Presidente, onde ocorreram confrontos ao longo do dia entre milhares de manifestantes e a polícia.

As imagens dos corpos começaram por ser partilhadas nas redes sociais. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) não só confirmou as cinco mortes, mas também indicou que há um número indeterminado de feridos.

A CIDH denunciou em comunicado "o uso desproporcional da força policial e militar", ao recorrerem a armas de fogo para reprimir as manifestações.

Os manifestantes tinham armas de fogo e apareceram com artefactos explosivos, sublinhou o comandante da polícia de Cochabamba, o coronel Jaime Zurita, que adiantou ter sido efetuada uma centena de detenções.

Os apoiantes de Morales também se manifestaram em La Paz.

O ex-Presidente boliviano Evo Morales disse numa entrevista divulgada na sexta-feira pela agência de notícias Associated Press que quer a ONU a mediar a crise política no país e admitiu pedir a intervenção da Igreja Católica e do papa Francisco.

Morales afirmou ter sido deposto do cargo através de um golpe de Estado que o forçou a exilar-se no México.

Na Cidade do México, Morales sustentou que é o Presidente da Bolívia, já que o parlamento ainda não aceitou a demissão, apresentada no domingo a pedido de líderes militares, após semanas de protestos contra um reeleição que a oposição apelidou de fraudulenta.

A renúncia de Morales surgiu após protestos em todo o país por suspeita de fraude eleitoral na eleição de 20 de outubro, na qual o então governante alegou ter conquistado um quarto mandato.

Uma auditoria da Organização dos Estados Americanos constatou irregularidades generalizadas no escrutínio.

Grande parte da oposição a Morales foi desencadeada pela recusa do então chefe de Estado boliviano em aceitar um referendo que o poderia proibir de concorrer a um novo mandato.


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