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Gazprom anuncia novo corte drástico nas entregas de gás à Europa
Mundo 25.07.2022
Energia

Gazprom anuncia novo corte drástico nas entregas de gás à Europa

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Gazprom anuncia novo corte drástico nas entregas de gás à Europa

Foto: Jens Büttner/dpa
Mundo 25.07.2022
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Gazprom anuncia novo corte drástico nas entregas de gás à Europa

Lusa
Lusa
Os países ocidentais acusam Moscovo de se servir da dependência energética como retaliação às sanções da UE após a invasão da Ucrânia.

O grupo russo Gazprom anunciou hoje que vai reduzir drasticamente, a partir de quarta-feira, o fornecimento de gás russo à Europa através do gasoduto Nord Stream, justificando a redução com a manutenção de uma turbina.


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"A capacidade de produção da estação de compressão Portovaïa passará para 33 milhões de m3 diários em 27 de julho às 07:00" (05:00 em Lisboa), indicou a Gazprom, ou seja, cerca 20% da capacidade do gasoduto contra os 40% atuais.

A decisão foi anunciada na conta da Gazprom no Telegram.

A Rússia já tinha reduzido por duas vezes o volume das suas entregas, em junho, alegando que o gasoduto não pode funcionar normalmente sem uma turbina que está em reparação no Canadá e que não foi entregue à Rússia por causa das sanções impostas pelo Ocidente a Moscovo na sequência da invasão russa da Ucrânia.

Desde então, a Alemanha e o Canadá concordaram em recuperar o equipamento para a Rússia, mas a turbina ainda não foi entregue.

Para Berlim, trata-se de uma decisão "política" e um "pretexto" para pressionar os países ocidentais, no contexto do conflito na Ucrânia.

O presidente russo, Vladimir Putin, já tinha avisado que se a Rússia não recebesse a turbina em falta, o gasoduto passaria a funcionar a 20% da sua capacidade a partir desta semana devido à manutenção em breve de uma segunda turbina.

O gasoduto Nord Stream liga a Rússia à Alemanha, através do Mar Báltico e tem, segundo a Gazprom, uma capacidade para 167 milhões de m3 diários. Vários países dependem bastante dos recursos energéticos russos.


Gazprom anunciou que o Nordstream 1, o principal gasoduto que fornece o gás russo à Europa está em manutenção – e não se saber quando recomeça a operar. Para a UE este é um claro indício de que Putin se prepara para gerar o caos na UE no inverno.
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Os países ocidentais acusam Moscovo de se servir disso em retaliação às sanções adotadas após a ofensiva russa na Ucrânia.

Por sua vez, o Kremlin diz que as sanções estão na origem dos problemas técnicos na infraestrutura de gás e que a Europa é atingida pelas medidas que impôs à Rússia.

Num comunicado anterior divulgado hoje, a Gazprom já tinha indicado que a entrega da primeira turbina estava bloqueada, apontando "problemas" devido a "sanções da União Europeia e do Reino Unido".

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