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Funcionários acusam Amazon de ameaças por criticarem política climática da empresa
Mundo 2 min. 03.01.2020 Do nosso arquivo online

Funcionários acusam Amazon de ameaças por criticarem política climática da empresa

Funcionários acusam Amazon de ameaças por criticarem política climática da empresa

Foto: Chris Karaba
Mundo 2 min. 03.01.2020 Do nosso arquivo online

Funcionários acusam Amazon de ameaças por criticarem política climática da empresa

“Alguns funcionários receberam mensagens de correio eletrónico nas quais eram ameaçados com despedimento se continuavam a falar sobre os negócios” da empresa de venda de produtos pela internet, apontou a associação de trabalhadores.

Um grupo de funcionários da multinacional norte-americana Amazon acusou esta quinta-feira a empresa de ameaçar com despedimento os trabalhadores que critiquem publicamente as políticas em relação ao ambiente e às alterações climáticas.

De acordo com a agência Efe, a associação “Empregados da Amazon pela Justiça Climática” emitiu um comunicado no qual explica que funcionários que trabalharam na área de tecnologia da empresa do norte-americano Jeff Bezos foram contactados por representantes dos departamentos legais e de recursos humanos a pedir explicações sobre “comentários que [esses trabalhadores] tinham feito sobre a responsabilidade da Amazon em relação à emergência climática global”.

“Alguns funcionários receberam mensagens de correio eletrónico nas quais eram ameaçados com despedimento se continuavam a falar sobre os negócios” da empresa de venda de produtos pela internet, apontou a associação de trabalhadores.


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Entre os empregados que se identificaram estão dois engenheiros de ‘software’, um engenheiro de dados e uma diretora de produto.

A associação também lamentou que a Amazon tenha alterado a política de comunicação com órgãos de comunicação social e redes sociais no início de setembro de 2019.

A nova política interna requer que os funcionários obtenham aprovação prévia por parte da multinacional para falar sobre a Amazon em público se se identificarem como trabalhadores.

Por seu turno, a empresa de Seattle, no estado norte-americano de Washington, negou que tivesse havido uma alteração de políticas e que o que aconteceu em setembro foi a introdução de um formulário numa página interna “para facilitar” a autorização para os empregados falarem em público sobre a Amazon.

Jeff Bezos anunciou em 19 de setembro a intenção de utilizar 100% de energias renováveis em toda a infraestrutura global da empresa até 2030, assim como a compra de 100.000 veículos elétricos, uma mensagem que foi encarada como resposta à pressão crescente que a multinacional tem sofrido por parte dos funcionários.


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A companhia de venda de produtos pela internet também afirmou ter intenções de cumprir as metas traçadas pelo Acordo do Clima de Paris até 2040, convertendo-se numa empresa neutra ao nível das emissões de carbono.

Um dia após os anúncios de Bezos, mais de 1.000 trabalhadores da empresa abandonaram temporariamente os postos de trabalho em protesto contra as políticas climáticas da Amazon.

Lusa


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