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França vai ter quotas para imigrantes já no próximo verão
Mundo 05.11.2019

França vai ter quotas para imigrantes já no próximo verão

França vai ter quotas para imigrantes já no próximo verão

Foto: AFP
Mundo 05.11.2019

França vai ter quotas para imigrantes já no próximo verão

A França vai passar a ter quotas anuais para imigrantes consoante as necessidades de trabalhadores em determinados setores, anunciou hoje a ministra do Trabalho francesa, Muriel Pénicaud.

Esta medida entrará em vigor já a partir do verão de 2020. Em entrevista hoje de manhã ao canal BFMTV, a ministra confirmou a medida, que já tinha sido sugerida pelo primeiro-ministro Édouard Philippe aquando de um debate sobre a imigração na Assembleia Nacional.

"Haverá sempre trabalhos com necessidades que não são preenchidas e teremos sempre necessidades adicionais. Queremos completar os recursos humanos que já temos em França. Ao complementar, a imigração vai ser uma oportunidade", disse a ministra, indicando que as quotas também serão fixadas consoante as necessidades territoriais do país.

O sistema passará a funcionar como já acontece atualmente no Canadá ou na Austrália, onde o visto para permanecer no país está ligado ao trabalho e tem uma duração determinada.

Segundo a ministra, esta decisão visa conhecer melhor o mercado de trabalho e encaminhar com mais exatidão quem procura um emprego e já está em território francês.

Outras mudanças estão também previstas para a imigração em França nos próximos meses.

Estas medidas serão apresentadas pelo primeiro-ministro esta quarta-feira, com novos regimes no que diz respeito ao direito ao asilo, deveres e direitos dos imigrantes e integração.

Algumas medidas já conhecidas incluem a interdição às pessoas que pedem asilo em França de recorrerem ao sistema nacional de saúde nos primeiros três meses do seu pedido - até agora, assim que o pedido estava feito, era possível ficar imediatamente coberto para todos os tratamentos -, maior inspeção para quem usa vistos de turismo para utilizar o sistema nacional de saúde e a redução do período de espera para a concessão do estatuto de refugiado.

Lusa

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