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França suspende 3.000 profissionais de saúde que não tomaram a vacina contra a covid-19
Mundo 3 min. 17.09.2021
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França suspende 3.000 profissionais de saúde que não tomaram a vacina contra a covid-19

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França suspende 3.000 profissionais de saúde que não tomaram a vacina contra a covid-19

Foto: AFP
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França suspende 3.000 profissionais de saúde que não tomaram a vacina contra a covid-19

A nova regra, que entrou em vigor esta quarta-feira e que dava até dia 15 de setembro para os profissionais do setor tomarem, pelo menos, uma dose da vacina, afetou o funcionamento de alguns hospitais, que viram parte significativa do seu pessoal médico suspenso.

Cerca de 3.000 profissionais saúde, em França, foram suspensos por não estarem vacinados contra a covid-19. 

A nova regra, que entrou em vigor esta quarta-feira, já tinha sido anunciada em julho pelo Presidente Emmanuel Macron e torna a vacinação obrigatória para os 2,7 milhões de funcionários dos serviços de saúde, de cuidados domiciliários e de bombeiros do país. 

Apesar do número de suspensões já anunciado, o ministro da Saúde francês, Olivier Véran, afirmou ontem que a maioria é "apenas temporária".


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Em julho, quando a nova regra, que abrange médicos, enfermeiros, administrativos e voluntários de serviços de saúde, foi anunciada, Macron avisou que estes precisariam de tomar, pelo menos, uma vacina até 15 de setembro. Caso não o fizessem deveriam demitir-se dos seus empregos. 

"Estou ciente do que vos peço e sei que estão prontos para este compromisso, isto faz parte, de certa forma, do vosso sentido do dever", afirmou na altura. 

O anúncio levou a uma corrida à marcação da toma da vacina contra a covid-19 e deixou o site de agendamento da vacinação em baixo temporariamente.

Obrigatoriedade da vacina ameaça rutura de serviços hospitalares

Mesmo com a atual regra de vacinação obrigatória para aqueles segmentos, há milhares de profissionais que se recusam a tomar a vacina o que está a gerar receios de falhas e suspensão de prestação de certos cuidados nos serviços de saúde.

Segundo a AFP, em Nice, no sul de França, um único hospital viu quase 450 dos seus trabalhadores serem suspensos, o que levou a protestos às portas do edifício. Noutra cidade também do sul do país, Montélimar, um hospital confirmou que já tinha começado a cancelar operações não urgentes devido à escassez de anestesistas vacinados. 

O ministro da Saúde garantiu, no entanto, à RTL francesa, esta quinta-feira, que "a continuidade e qualidade dos cuidados de saúde foram asseguradas em todos os hospitais e instalações médico-sociais", referindo que as suspensões afetaram principalmente o pessoal de apoio.

Olivier Véran admitiu que houve também "algumas dezenas de demissões" em todo o país, que tem 63,9% da sua população com a vacinação completa. 


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Este cenário não é, contudo, exclusivo de França. No início desta semana, um hospital do estado de Nova Iorque, nos EUA, anunciou que iria ter de encerrar maternidade, porque seis dos seus funcionários se demitiram contra a obrigatoriedade de serem vacinados, que decorre de uma nova lei que entra em vigor a 27 de setembro e que prevê que todos os trabalhadores da saúde no estado de Nova Iorque sejam inoculados, pelo menos, com a primeira dose da vacina, sob pena de serem despedidos.

Os EUA debatem-se com um novo crescimento do número de infetados com covid-19 e os hospitais a ficarem novamente cheios de doentes graves, em alguns estados do país. 

No Alabama, noticiou no passado domingo o Washington Post, um homem de 73 anos, com uma situação de emergência cardíaca, acabou por morrer depois de 43 hospitais o terem recusado internar por falta de capacidade.

Familiares do falecido contaram ao jornal que este não foi admitido porque as unidades de cuidados intensivos estavam preenchidas com doentes covid-19, na sua maioria não vacinados.

De acordo com o Post, só no domingo cerca de 2.800 pessoas foram hospitalizadas com covid-19, no estado do Alabama, 768 das quais em unidades de cuidados intensivos.

O estado do sul dos EUA tem a quarta menor taxa de vacinação do país, a seguir aos estados de Idaho, West Virginia e Wyoming, com apenas 40,2% da sua. No geral, a cobertura vacinal da população americana está muito aquém das previsões iniciais, com disparidades significativas entre os estados. No global, apenas 54% da população elegível já está completamente vacinada com as duas doses.

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