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França. Profissionais de saúde suspensos por recusa à vacinação levam casos a tribunal
Mundo 2 min. 10.10.2021
Vacinação obrigatória

França. Profissionais de saúde suspensos por recusa à vacinação levam casos a tribunal

Um dos protestos dos profissionais hospitalares franceses contra a vacinação obrigatória.
Vacinação obrigatória

França. Profissionais de saúde suspensos por recusa à vacinação levam casos a tribunal

Um dos protestos dos profissionais hospitalares franceses contra a vacinação obrigatória.
Foto: AFP
Mundo 2 min. 10.10.2021
Vacinação obrigatória

França. Profissionais de saúde suspensos por recusa à vacinação levam casos a tribunal

Pelo menos, mais de três mil trabalhadores foram suspensos nos hospitais, clínicas e lares de terceira idade, desde que França tornou a vacinação anti-covid obrigatória no setor da saúde. Alguns estão a recorrer à justiça para anular a suspensão.

Desde a entrada em vigor em França, da vacinação obrigatória para profissionais de saúde que sucedem os casos de trabalhadores suspensos nos hospitais, clínicas e residência de terceira idade, por recusarem tomar a vacina anti-covid. Dois dias depois da lei entrar em vigor, a 15 de setembro, os números oficiais indicavam que mais de 3000 profissionais de saúde de hospitais, clínicas e lares de terceira idade públicos tinham sido suspensos por não estarem vacinados.  

Só na Île-de-France, em Paris, houve mais de 1400 suspensões por este motivo, como anunciou na altura a Agência Regional de Saúde, a 4 de outubro.

Entre estes profissionais de saúde há quem tenha avançado para a justiça para contestar a suspensão e a obrigação da vacinação. Dependendo dos tribunais houve requerimentos aceites e outros recusados.

Christelle C. vai amanhã a tribunal

Christelle C., adjunta administrativa no grupo hospitalar Nord-Enssonne vai amanhã, dia 11, ao Tribunal administrativo de Versailles reclamar a urgência e necessidade de suspender a sua suspensão do seu local de trabalho, por não ser vacinada, como conta o Le Figaro.

O advogado desta profissional de saúde, Rudyard Bessis, confirma a este jornal francês que tem outros 20 processos idênticos em mãos. Contou que pediu ao tribunal para os agrupar todos numa única audiência, mas o pedido foi recusado. “Trataremos de um único caso, mas este dirá respeito a todos os prestadores de cuidados que não estejam vacinados e que estejam suspensos”, disse ao Le Figaro e se ganhar o caso amanhã, acredita que "todas as suspensões cairão".

Rudyard Bessis espera ainda conseguir que a suspensão laboral de Christelle C. seja anulada e que ela possa voltar a trabalhar enquanto aguarda o julgamento. “Esta audiência vai repor muitas verdades”, frisou o advogado, lembrando que os funcionários não vacinados dos hospitais, lares e clínicas “não são despedidos, mas sim suspensos”, um procedimento que os “obriga a continuarem sempre vinculados à sua instituição e não podem ir trabalhar para outro lugar, pois ainda estão vinculados ao serviço público”.


França suspende 3.000 profissionais de saúde que não tomaram a vacina contra a covid-19
A nova regra, que entrou em vigor esta quarta-feira e que dava até dia 15 de setembro para os profissionais do setor tomarem, pelo menos, uma dose da vacina, afetou o funcionamento de alguns hospitais, que viram parte significativa do seu pessoal médico suspenso.

Os outros casos

O Le Figaro recorda ainda outros casos de profissionais de saúde franceses suspensos por recusarem a vacinação anti-covid que foram notícia na imprensa francesa. É o caso de quatro funcionários do Hospital Psiquiátrico de Caen, em Calvados, que a 28 de setembro entraram com um recurso idêntico ao de Christelle C. e ainda estão a aguardar a primeira audiência, que deverá decorrer ainda este mês, como noticia a Ouest-France. Mas há muitos processos que têm sido recusados, como os de 20 profissionais de saúde de Puy-de-Dôme e os de um casal de enfermeiros do Hospital de Munster, em Haut-Rhin, divulgados pela France Bleu. O fundamento para a recusa é o mesmo: os argumentos dos queixosos “não eram de natureza a constituir uma violação grave e manifestamente ilegal às liberdades fundamentais”. 

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