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Marine Le Pen recusa comparecer perante magistrados que a investigam
Mundo 03.03.2017 Do nosso arquivo online
França

Marine Le Pen recusa comparecer perante magistrados que a investigam

Marine Le Pen
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Marine Le Pen recusa comparecer perante magistrados que a investigam

Marine Le Pen
Foto: AFP
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Marine Le Pen recusa comparecer perante magistrados que a investigam

A candidata presidencial da extrema-direita francesa Marine Le Pen recusou-se hoje a cumprir uma convocatória judicial para se apresentar perante os magistrados, no âmbito de uma investigação relacionada com uso indevido de dinheiros atribuídos pelo Parlamento Europeu.

A candidata presidencial da extrema-direita francesa Marine Le Pen recusou-se hoje a cumprir uma convocatória judicial para se apresentar perante os magistrados, no âmbito de uma investigação relacionada com uso indevido de dinheiros atribuídos pelo Parlamento Europeu.

De acordo com o advogado de Le Pen, Rodolphe Bosselut, a candidata da extrema-direita - em boa posição nas sondagens para as eleições presidenciais em França, em abril e maio - escreveu aos magistrados que investigam o caso a dizer que apenas falará com eles após a votação.

Na semana passada, Le Pen valeu-se da sua imunidade como eurodeputada para não estar presente num interrogatório sobre a atribuição de empregos fictícios com dinheiros do Parlamento Europeu.

A posição de desafio de Le Pen surge num dia em que a União Sindical dos Magistrados (USM) de França, a principal organização dos juízes franceses, denunciou hoje os ataques "puramente políticos" de que estão a ser alvo por parte de dois dos principais candidatos ao Palácio do Eliseu, Marine Le Pen e François Fillon, ambos objeto de investigações.

Ambos os candidatos exigiram que as investigações sejam suspensas, mas a USM insistiu que "é normal, e inclusivamente saudável, em democracia" que os magistrados continuem com as suas investigações "sejam quais sejam as pessoas e a atualidade eleitoral".

"Na verdade, todas estas gesticulações, essas tentativas de desestabilizar os magistrados mais não são do que manobras de distração (...) para evitar falar dos factos de que são imputados", salientou a USM.

Para os juízes, os ataques dos dois candidatos chegaram a um nível "inédito, com o risco de ameaçar o Estado de Direito".

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