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França. Máscara deixa de ser obrigatória nos transportes públicos
Mundo 4 min. 12.05.2022
Covid-19

França. Máscara deixa de ser obrigatória nos transportes públicos

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França. Máscara deixa de ser obrigatória nos transportes públicos

Foto: Paul Elis/AFP
Mundo 4 min. 12.05.2022
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França. Máscara deixa de ser obrigatória nos transportes públicos

AFP
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A medida entra em vigor a 16 de maio e inclui o metro, autocarro, comboio, avião e táxi, detalhou o gabinete do ministro da Saúde à AFP.

A última grande restrição contra a covid vai desaparecer em breve em França. Os passageiros já não terão de usar máscaras nos transportes públicos a partir da próxima segunda-feira, 16 de maio. O anúncio foi feito pelo Governo numa altura em que a epidemia recua no país, ainda que provavelmente esteja longe de terminar.

"A partir de segunda-feira, 16 de maio, deixará de ser obrigatório o uso de máscara em todos os transportes públicos", disse o ministro da Saúde, Olivier Verán, esta quarta-feira, após o Conselho de Ministros. 


Máscara poderá deixar de ser obrigatória nos transportes públicos em breve
O diretor da Saúde continua a defender, no entanto, a importância das medidas covid-19 ainda em vigor nos hospitais e lares.

Pouco depois desta declaração, a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA, na sigla inglesa) anunciou o levantamento da obrigação de usar uma máscara nos aeroportos e a bordo dos aviões em toda a União Europeia a partir de segunda-feira.

Em França, Olivier Verán insiste que o uso de uma máscara ainda é "recomendado", mas a realidade assemelhar-se-á provavelmente aos supermercados ou cinemas, onde a medida já está em vigor: a grande maioria dos rostos estará novamente a descoberto.

Infeções e hospitalizações em decréscimo contínuo

Este será o fim do último grande símbolo da epidemia da covid-19 no espaço público, uma decisão que se apoia no facto de a doença se ter tornado menos preocupante do ponto de vista sanitário e político.

"A situação está a melhorar", resumiu o ministro, uma vez que, há mais de um mês que as infeções e hospitalizações finalmente diminuem após uma vaga de inverno muito longa.

Esta vaga provou ser gerível pelos hospitais, devido à boa proteção da população pela vacinação, bem como ao perigo relativamente baixo da variante Omicron, que surgiu no final de 2021.


Portugal é o país da UE com maior média de novos casos diários de covid-19
O Luxemburgo está em quarto lugar na lista de países com mais casos de covid-19 por milhão de habitantes.

A média diária de novas infeções durante sete dias situava-se esta quarta-feira nos 40.299, em comparação com 47.925 na quarta-feira anterior.

O decréscimo foi também confirmado nos hospitais, onde 20.152 pacientes covid estavam hospitalizados, em comparação com 22.319 uma semana antes.

A covid-19 passou para segundo plano nas preocupações governamentais, tendo a situação sanitária sido muito pouco abordada no decorrer da campanha presidencial que levou à reeleição de Emmanuel Macron.

Neste contexto, o governo já tinha tomado várias medidas nos últimos meses, nomeadamente o fim do uso de máscaras em março, exceto nos transportes, e do passe vacinal, que exigia a vacinação contra a covid para aceder a muitos locais, tais como restaurantes e cinemas.

Especialistas alertam para sensação de segurança excessiva

Com o anunciado fim da máscara nos transportes, França, tal como vários dos seus vizinhos, terá quase regressado à sua vida pré-pandémica mais de dois anos após a chegada da pandemia à Europa.

Alguns investigadores advertem contra uma sensação de segurança excessiva, dizendo que a epidemia está sob controlo mas provavelmente não acabou, particularmente tendo em conta a ameaça de uma nova variante.

Em França, "a pandemia não terminou claramente, mesmo que possamos esperar que, dados os níveis de imunidade da população (...), possamos passar a uma fase mais transitória", salientou Sylvie van der Werf, virologista do Instituto Pasteur, numa conferência de imprensa realizada na semana passada pela Agência Nacional de Investigação sobre a SIDA e as Hepatites Virais (ANRS, na sigla francesa).


Corredores do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, maio de 2022.
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A eliminação do uso de máscara aumentou as infeções em Portugal, que atingiu um índice de transmissibilidade (Rt) de 1,17 e que poderá registar uma sexta vaga de covid-19, indica um relatório do Instituto Superior Técnico sobre a pandemia.

O Governo está a seguir a mesma linha. O ministro da Saúde afirma igualmente que "a pandemia não acabou", e que algumas restrições serão mantidas.

Passe sanitário para aceder a estabelecimentos de saúde continua em vigor

  Um passe "sanitário" — distinto do passe vacinal porque também funciona no caso de um teste negativo recente — continuará a ser exigido para o acesso aos estabelecimentos de saúde (como hospitais, lares, etc.). A medida durará pelo menos até ao verão, segundo Olivier Véran. Além disso, o isolamento de pelo menos uma semana continuará a ser imposto após um teste positivo.  

A nível hospitalar, os profissionais de saúde não vacinados, que atualmente não podem exercer a sua atividade, não serão reintegrados imediatamente, mas o Executivo francês diz que ainda está a considerar o próximo passo.

"Teremos de nos questionar regularmente", disse o ministro, anunciando a sua intenção de pedir em breve o parecer da Alta Autoridade para a Saúde (HAS, na sigla francesa) sobre o assunto.

Finalmente, o ministro mencionou a possibilidade de haver uma nova campanha de vacinação no outono, mas absteve-se de dar quaisquer pormenores, salientando que tudo dependeria do aparecimento de novas variantes e do seu perfil mais ou menos perigoso ou resistente às vacinas existentes.


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