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França defende que Guaidó tem legitimidade para convocar eleições
Mundo 04.02.2019 Do nosso arquivo online

França defende que Guaidó tem legitimidade para convocar eleições

França defende que Guaidó tem legitimidade para convocar eleições

Foto: AFP
Mundo 04.02.2019 Do nosso arquivo online

França defende que Guaidó tem legitimidade para convocar eleições

Afirmação pertence a Jean-Yves Le Drian, ministro francês dos Negócios Estrangeiros.

A França considera que o presidente do parlamento venezuelano, Juan Guaidó, "tem legitimidade para convocar eleições presidenciais", revelou o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, após o final do ultimato europeu ao presidente Nicolas Maduro.

Vários países europeus, incluindo Alemanha, França, Espanha e Reino Unido, deram até domingo a Maduro para convocar novas eleições presidenciais, caso contrário, reconheceriam o rival Juan Guaidó como Presidente interino.

Sobre este último ponto [reconhecimento de Guaidó como presidente interino], "vamos consultar os nossos amigos europeus hoje", disse Le Drian, em declarações emitidas pela rádio France Inter.

Numa entrevista televisiva divulgada no domingo, o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rejeitou a possibilidade de abandonar o poder ou de convocar novas eleições presidenciais no país, dizendo que não aceita “ultimatos de ninguém”.

Falando ao canal televisivo espanhol La Sexta, Maduro sustentou que “[o Presidente dos Estados Unidos] Donald Trump impôs ao Ocidente uma política equivocada” sobre a Venezuela e declarou: “Não vamos submeter-nos”.

Inquirido pelo jornalista Jordi Évole sobre se em algum momento pensou abandonar o cargo, depois de Juan Guaidó se ter autoproclamado, a 23 de janeiro, Presidente interino da Venezuela, Maduro respondeu que não tem razões para tal.

“Mas porquê, se o povo me elegeu por seis anos?”, declarou, acrescentando: “Creio que o que é bom para o meu país é que se respeite a Constituição. Eu sou o primeiro a fazê-lo, eu jurei respeitar e fazer respeitar a Constituição e é esse o meu dever”.

A crise política na Venezuela, onde residem cerca de 300 mil portugueses ou lusodescendentes, soma-se a uma grave crise económica e social que levou 2,3 milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

Lusa

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