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França com reservas de gás a 80%
Mundo 2 min. 03.08.2022
Energia

França com reservas de gás a 80%

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França com reservas de gás a 80%

Foto: Sergey Dolzhenko/EPA/dpa
Mundo 2 min. 03.08.2022
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França com reservas de gás a 80%

AFP
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O país tem atualmente as reservas a 80%, mas o governo estima que até 1 de novembro já estejam na capacidade total. Mesmo assim, poderão haver cortes se o inverno for rigoroso.

As reservas de gás em França estão atualmente nos 80% e estarão a 100% 1 de novembro, garantiu esta quarta-feira a ministra da Transição Energética, Agnès Pannier-Runacher. A ministra admitiu, no entanto, que estas reservas podem não ser suficientes se o inverno for rigoroso. 

"Estamos agora a 80% da lotação das nossas reservas estratégicas de gás, estamos à frente dos nossos objetivos, o que significa que vamos estar nos 100% antes de 1 de novembro, que era o nosso objetivo", disse Pannier-Runacher no canal CNews de quarta-feira. 


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Por exemplo, numa casa de família com um consumo anual de 15.000 quilowatts/hora, os "novos custos anuais ascendem a cerca de 2.918 euros, em comparação com os 1.353 euros anteriores".

Agnès apelou "coletivamente" a todos os franceses, mas especialmente "aos maiores atores" para "garantir que reduzam o seu consumo de gás e eletricidade", porque "os dois sistemas estão ligados". "É necessário que os principais agentes, administrações, empresas, reduzam o seu consumo", insistiu. "A regra dos 19 graus não é respeitada em todo o lado", lamentou, lembrando que só o Estado gere "90 milhões de metros quadrados" que devem ser aquecidos "corretamente". 

Apesar da capacidade estar dentro das expectativas do Governo, Agnès Pannier-Runacher admitiu que mesmo depósitos 100% cheios não garantem um inverno sem cortes de gás: "Não é assim tão simples. Pode-se ter um dia particularmente frio, e depois não podemos bombear - por razões de tamanho da tubagem - todo o stock de gás", explicou. 


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A ministra recordou também os mecanismos de solidariedade europeia em ação para a partilha do acesso às fontes de energia. "Contamos com a solidariedade, particularmente da Alemanha, para importar eletricidade", afirmou, referindo-se aos problemas de produção encontrados pelas centrais nucleares francesas. "E temos de apoiar a Alemanha para o gás que importamos nos nossos terminais de GNL. Temos quatro deles a trabalhar neste momento", acrescentou. 


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A data limite para esta redução se tornar uma realidade é 31 de março de 2023, tal como nos outros Estados-membros da UE.

A governante defendeu também o princípio europeu de importação de gás do Azerbaijão para compensar a ausência de gás russo, apesar da controvérsia sobre os direitos humanos neste país. Pannier-Runacher descreveu ainda como "irresponsáveis" as palavras de Marine Le Pen, que apelou ao fim das sanções contra a Rússia, a fim de poder beneficiar novamente do gás russo.

"A figura política que se orgulha de ser a mais patriótica é também a primeira a vender a nossa república por um prato de lentilhas", disse Agnès Pannier-Runacher. "O gás russo está a ser-nos fornecido em proporções cada vez menores. Hoje devemos estar a 20% do que importamos no ano passado e nos anos anteriores", afirmou. Daí o "desafio" de "substituir o gás russo por gás de outras fontes: Noruega, Canadá, Estados Unidos e Argélia via Espanha", rematou.

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