Escolha as suas informações

França avalia novas medidas sanitárias
Mundo 3 min. 06.12.2021
Covid-19

França avalia novas medidas sanitárias

Covid-19

França avalia novas medidas sanitárias

Foto: AFP
Mundo 3 min. 06.12.2021
Covid-19

França avalia novas medidas sanitárias

AFP
AFP
Conselho sobre doenças sanitárias reúne-se esta segunda-feira para decidir a estratégia a adotar nos próximos tempos.

Novas medidas ou apenas recomendações? O conselho francês sobre as doenças sanitárias decide esta segunda-feira sobre a estratégia a adoptar, à medida que a epidemia da covid -19 reacende em todo o país e afeta muitas crianças. 

O chefe de Estado, Emmanuel Macron, prometeu dar respostas com "pragmatismo, proporção e filosofia" face a uma situação epidémica que continua a deteriorar-se nas últimas semanas. A variante Delta que circula de forma muito intensa por todo o país e a eficácia vacinal que vai diminuindo com o tempo, o número de novos casos diários está agora nas dezenas de milhares, com 42.252 casos no domingo. 

Mais preocupante é o número de pacientes hospitalizados que é agora superior a 11.000, um limiar que não era atingido desde finais de agosto. Vários hospitais já reativaram o 'plano branco"', que permite o cancelamento de operações não urgentes e pedidos de pessoal adicional. 


Não vacinados ficam excluídos de aceder à Horeca e a eventos de lazer como os mercados de Natal.
Mais restrições para os não vacinados. As novas medidas no Grão-Ducado
Não vacinados não vão poder frequentar a Horeca e eventos de lazer como os mercados de Natal.

A quinta vaga já levou vários países europeus a introduzir novas restrições, incluindo os vizinhos Luxemburgo, Alemanha, e Bélgica, mas França não parece estar a seguir o mesmo exemplo. "Ao sermos vigilantes e responsáveis, temos todos os meios para passar o Natal juntos", afirmou o porta-voz do governo Gabriel Attal numa entrevista com Le Parisien no domingo. "Devemos restringir o mais possível o vírus e restringir o menos possível as restrições às nossas liberdades", acrescentou Christophe Castaner, o chefe dos deputados do LREM, partido da maioria presidencial. 

Gestos de barreira e vacinar, vacinar, vacinar... 

Com a taxa de incidência do víurus a explodir nas crianças, a vacinação entre os 5 e os 11 anos deverá estar na agenda do conselho desta segunda-feira. A Alta Autoridade para a Saúde (HAS) já deu luz verde para vacinar as crianças em risco de formas graves da doença (por exemplo, com doenças hepáticas crónicas, doença cardíaca e respiratória crónica ou obesidade) mas ainda falta saber qual a recomendação para todas as outras crianças sem antecedentes de risco.


Vacinação 5-11 anos. Só as crianças de risco devem ser vacinadas no Luxemburgo
Ou aquelas que vivam com pessoas vulneráveis em casa. Este é o parecer do Conselho Superior de Doenças Infeciosas do Luxemburgo que, para já, entende "não ser urgente" vacinar todos os menores com menos de 12 anos. O documento foi entregue ao Governo.

O Governo deverá continuar a enfatizar a necessidade de respeitar os gestos de barreira, uma vez que vários estudos têm observado um declínio na vigilância dos franceses. O porta-voz do Governo excluiu, contudo, o regresso de mais restrições assegurando que o objetivo é "evitar ter de tomar medidas gerais que dizem respeito a todos". 

Confiando na dose de reforço que "aumenta" consideravelmente a imunidade, disse na sexta-feira o presidente do Conselho Científico francês, Jean-François Delfraissy, o Executivo confia na vontade dos franceses, sendo que mais de 10 milhões já deram o passo. 

Noutras partes da Europa, a Alemanha vai proibir pessoas não vacinadas de restaurantes, lojas não essenciais e locais culturais. A Áustria está a ser submetida a um novo encerramento parcial até 11 de dezembro. A Bélgica vai encerrar as escolas primárias uma semana mais cedo para as férias de Natal. Para piorar a situação, a propagação da variante Omicron, possivelmente mais contagiosa e resistente às vacinas, paira agora sobre a França. 

Dezasseis casos foram até agora confirmados, mas é provável que o número aumente rapidamente. Mas "enquanto esperamos por mais certezas sobre estas variantes, "o nosso problema, para as férias, é a Delta", disse o virologista franês Bruno Lina, citado pela AFP. 

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas