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Fotos. Centenas de venezuelanos nas ruas de Caracas
Mundo 19 2 min. 30.04.2019

Fotos. Centenas de venezuelanos nas ruas de Caracas

Fotos. Centenas de venezuelanos nas ruas de Caracas

Foto: dpa
Mundo 19 2 min. 30.04.2019

Fotos. Centenas de venezuelanos nas ruas de Caracas

O Presidente autoproclamado da Venezuela em janeiro passado, Juan Guaidó, anunciou hoje que os militares estão do seu lado e pediu aos venezuelanos que saiam à rua.


(Notícia atualizada às 17:44.)

Centenas de venezuelanos começaram a cortar as ruas de Caracas, capital venezuelana, para mostrar apoio ao autoproclamado presidente internino, Juan Guaidó, que hoje anunciou ter o apoio dos militares para pôr fim ao regime de Nicolás Maduro.

As forças de segurança da Venezuela leais ao Governo de Nicolás Maduro lançaram, entretanto, gás lacrimogéneo contra Guaidó e os militares que o acompanham no levantamento contra o regime.

As bombas de gás lacrimogéneo caíram no leste de Caracas, perto do local onde se encontra Guaidó, também presidente do parlamento venezuelano, juntamente com Leopoldo López, líder do partido Vontade Popular (VP) e hoje libertado apesar de estar condenado a quase 14 anos de prisão.

Ao local acorreram dezenas de simpatizantes de Guaidó após o apelo do opositor à população para apoiar o levantamento.

Os elementos armados que apoiam Guaidó e que se encontram junto à base aérea militar de La Carlota, cujas imediações foram tomadas por numerosos membros das forças de segurança, devolveram o gás lacrimogéneo. Entretanto a agência Efe noticia que pelo menos uma pessoa ficou ferida por causas ainda desconhecidas frente à base militar venezuelana de La Carlota.

O autoproclamado Presidente da Venezuela, Juan Guaidó, anunciou hoje que os militares deram "finalmente de vez o passo" para o acompanhar e conseguir "o fim definitivo da usurpação" do Governo do Presidente Nicolás Maduro. O Governo de Nicolás Maduro, denunciou, por seu lado, que está a enfrentar um golpe de Estado, de "um reduzido grupo de militares traidores" que estão a ser neutralizados.

Guaidó autoproclamou-se Presidente interino da Venezuela a 23 de janeiro deste ano e foi reconhecido por menos de meia centena de países, incluindo Portugal e o Luxemburgo. Na altura, Nicolás Maduro, no poder desde 2013, denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos. 

Cerca de 3,4 milhões de pessoas já deixaram a Venezuela desde o início da atual crise política e económica. À volta de 300 mil portugueses ou lusodescendentes vivem atualmente no país.

(Com Lusa) 


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