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Fotos. Brasileiros saem às ruas em Dia da Independência do país
Mundo 22 2 min. 08.09.2021
7 de Setembro

Fotos. Brasileiros saem às ruas em Dia da Independência do país

7 de Setembro

Fotos. Brasileiros saem às ruas em Dia da Independência do país

Foto: AFP
Mundo 22 2 min. 08.09.2021
7 de Setembro

Fotos. Brasileiros saem às ruas em Dia da Independência do país

Lusa
Lusa
O Dia da Independência do Brasil, que se assinala a 7 de setembro, foi marcado por manifestações pró e contra o Presidente Jair Bolsonaro.

(Edição: Catarina Osório/Fotos: AFP)

Milhares de pessoas concentraram-se na terça-feira nas cidades de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro para manifestarem o apoio ao Presidente brasileiro, mas houve também críticas e protestos nestes mesmos locais. Vários políticos que fazem oposição ao governante criticaram duramente as ameaças lançadas ao poder judiciário do país e voltaram a defender a destituição de Bolsonaro.

Nas ruas de Brasília milhares de 'bolsonaristas' ergueram as cores da bandeira nacional, verde e amarelo, numa manifestação que se previa tumultuosa, mas que se mostrou pacífica, apesar das ameaçadas lançadas pelo Presidente. 

O palco das manifestações a favor de Jair Bolsonaro foi a Esplanada dos Ministérios, no centro da capital brasileira, que acolheu milhares de pessoas provenientes de várias partes do país, que exibiram cartazes com ataques aos juízes do Supremo Tribunal Federal (STF), ao Congresso, pedidos de liberdade de expressão e religiosa e entoaram cânticos de apoio ao chefe de Estado.

Uma intervenção militar no país foi também uma das bandeiras defendidas pelos manifestantes, que se aglomeraram nos jardins da Esplanada e em cima de camiões, muitos sem máscara de proteção contra a covid-19.

Bolsonaro ameaça juízes e diz que nunca será preso

Num breve discurso aos manifestantes, o Presidente brasileiro ameaçou juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) e frisou que a manifestação popular dos seus apoiantes representa um ultimato aos três poderes. Bolsonaro acrescentou mesmo quue "não mais cumprirá" decisões do juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e que nunca será preso.   

"Não mais aceitaremos que o Supremo [Tribunal Federal] ou qualquer autoridade usando a força do poder passe por cima da nossa Constituição (…) Nós também não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica na região dos 'três poderes' continue barbarizando a nossa população", disse Bolsonaro em alusão ao juiz Alexandre de Moraes, do STF.

"Não podemos aceitar mais prisões políticas no nosso Brasil", disse Bolsonaro, referindo-se novamente a Moraes, que nas ultimas semanas expediu mandados de prisão contra apoiantes do Governo envolvidos num inquérito sobre atos antidemocráticos e notícias falsas que tem, entre os investigados, o próprio Presidente.

As manifestações incentivadas pelo Presidente brasileiro foram convocadas há quase dois meses num contexto de fortes tensões entre o chefe de Estado e o Supremo Tribunal Federal e o Congresso, instituições que o governante e parte da extrema-direita acusam de atuar como "partidos de oposição" contra o Governo. Além disto, a popularidade do chefe de Estado está em queda devido à pandemia, à crise económica e às constantes declarações polémicas feitas.

Nas últimas semanas, Bolsonaro provocou instabilidade institucional ao fazer duras críticas à Justiça, que investiga o chefe de Estado por supostas irregularidades no combate à pandemia de covid-19 e por difundir notícias falsas sobre a transparência e fiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.

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