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Forças dos EUA retiram-se do norte da Síria para permitir ataque turco
Mundo 2 min. 07.10.2019 Do nosso arquivo online

Forças dos EUA retiram-se do norte da Síria para permitir ataque turco

Forças dos EUA retiram-se do norte da Síria para permitir ataque turco

Foto: AFP
Mundo 2 min. 07.10.2019 Do nosso arquivo online

Forças dos EUA retiram-se do norte da Síria para permitir ataque turco

A Turquia vem pressionando os Estados Unidos para criarem uma zona de segurança na Síria, uma faixa de 30 quilómetros ao longo da fronteira, onde planeia reinstalar refugiados sírios.

As forças de segurança norte-americanas começaram esta segunda-feira a retirar-se de áreas ao longo da fronteira turca no norte da Síria, na iminência de uma ofensiva turca, de acordo com fontes curdas e uma organização não-governamental (ONG).

As Forças Democráticas da Síria (SDF), uma aliança de combatentes curdos e árabes e um dos principais aliados dos Estados Unidos na luta contra o Estado Islâmico (EI), informaram num comunicado que "as forças norte-americanas estão a retirar-se das áreas de fronteira com a Turquia".

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) confirmou a retirada das forças norte-americanas de posições-chave em Ras al-Ain e Tal Abyad.

Por outro lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlüt Cavusoglu, declarou hoje que a Turquia está determinada a "limpar" o norte da Síria de "terroristas" que ameaçam a sua segurança.

Estas declarações surgem após o anúncio dos Estados Unidos, no domingo, de que não se envolveriam e nem apoiariam esta operação de Ancara contra as milícias curdas e de que as suas tropas seriam retiradas de certas zonas na Síria para permitir a operação turca.

"Desde o início da guerra na Síria, apoiamos a integridade territorial da Síria e continuaremos a fazê-lo”, declarou o ministro turco.

“Estamos determinados a proteger a nossa (…) segurança ao limpar esta área de terroristas", afirmou Mevlüt Cavusoglu.

O objetivo da operação é eliminar a principal milícia curdo-síria, Unidades de Proteção do Povo (YPG), e o seu braço político, o Partido da União Democrática (PYD) no território sírio a leste do rio Eufrates.

Devido à sua relação com o Partido Trabalhista do Curdistão (PKK), a guerrilha curda ativa na Turquia, Ancara considera terroristas tanto as YPG como o PYD.

Enquanto o PKK é classificado como organização terrorista, não apenas por Ancara, mas também pelos Estados Unidos e pela União Europeia, os dois últimos não consideram terroristas nem as YPG nem o PYD.

Pelo contrário, as milícias curdas são aliadas dos Estados Unidos na luta contra o grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico.

A Turquia vem pressionando os Estados Unidos para criarem uma zona de segurança na Síria, uma faixa de 30 quilómetros ao longo da fronteira, onde planeia reinstalar refugiados sírios.

Desde 2016, a Turquia conduziu duas grandes operações militares no noroeste da Síria para limpar a região do Estado Islâmico e das YPG, de modo que a concretizar-se esta operação será a terceira.

Ancara afirma que a presença das YPG e do PYD no leste do Eufrates é uma ameaça à sua segurança nacional e acusa os Estados Unidos de os armar e treinar.

Lusa

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