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Finlândia garante que não aceitará bases militares ou armas nucleares da NATO
Mundo 2 min. 19.05.2022
Adesão à NATO

Finlândia garante que não aceitará bases militares ou armas nucleares da NATO

A primeira-ministra finlandesa, Sanna Marin, considera que a candidatura à NATO é um "ato de paz".
Adesão à NATO

Finlândia garante que não aceitará bases militares ou armas nucleares da NATO

A primeira-ministra finlandesa, Sanna Marin, considera que a candidatura à NATO é um "ato de paz".
Foto: Tiziana Fabi/AFP
Mundo 2 min. 19.05.2022
Adesão à NATO

Finlândia garante que não aceitará bases militares ou armas nucleares da NATO

Lusa
Lusa
A primeira-ministra finlandesa, Sanna Marin, garante que ninguém poderá impor a instalação de bases da NATO ou o envio de armas nucleares no seu país, apesar da eventual adesão à Aliança Atlântica, numa entrevista publicada esta quinta-feira.

"Ninguém virá até nós para nos impor armas nucleares ou bases permanentes, se não as quisermos. Por isso, acho que a questão não se coloca. Não me parece que haja interesse em colocar armas nucleares ou abrir bases militares na Finlândia”, disse a chefe de Governo finlandesa, numa entrevista publicada pelo jornal italiano Corriere della Sera.

Sobre a oposição de Ancara à entrada na NATO da Finlândia e da Suécia, Marin reafirmou que, "nesta fase, é importante manter a calma, conversar com a Turquia e com todos os outros países membros, responder a quaisquer dúvidas que possam existir e corrigir quaisquer mal-entendidos".


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No que respeita à reação de Moscovo ao pedido de adesão à NATO dos dois países escandinavos, Marin garantiu que o Presidente finlandês, Sauli Vainamo Niinisto, conversou telefonicamente com o Presidente russo, Vladimir Putin, tendo obtido deste uma "reação surpreendentemente calma".

Candidatura à NATO é um "ato de paz"

"Esperamos que não haja ataques do lado russo. Mas, se houver, estamos bem preparados para lidar com qualquer situação, incluindo com ataques cibernéticos ou híbridos", acrescentou Marin.

A primeira-ministra finlandesa espera que, apesar da possível entrada na Aliança, o seu país continue a ser um intermediário e mediador de conflitos.


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"Na verdade, a decisão de solicitar a adesão à NATO é um ato de paz, para tentar garantir que nunca haverá uma guerra em solo finlandês".

"Infelizmente, nem todos os países pensam assim. A Rússia não pensa assim. Atacou a Ucrânia, matando civis, crianças, mães, idosos. Agindo de forma inaceitável", lamentou a chefe de Governo finlandês.

Finlândia já investe 2% do PIB em Defesa

Marin explicou que, exatamente por causa da ameaça que constitui a Rússia – com quem a Finlândia partilha uma longa fronteira – o seu Governo já gasta mais de 2% do PIB em Defesa (como exigem os acordos com a NATO) e há décadas que investe muito em segurança.

Os embaixadores da Finlândia e da Suécia junto da NATO entregaram na quarta-feira de manhã os pedidos de adesão dos dois países à organização, no que o secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, classificou como um momento “histórico”.

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