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Família de Malcolm X divulga carta de polícia que sugere que FBI está por trás do crime
Mundo 2 min. 22.02.2021

Família de Malcolm X divulga carta de polícia que sugere que FBI está por trás do crime

Família de Malcolm X divulga carta de polícia que sugere que FBI está por trás do crime

Foto: AFP
Mundo 2 min. 22.02.2021

Família de Malcolm X divulga carta de polícia que sugere que FBI está por trás do crime

Alguns historiadores argumentam que foram condenados os homens errados pelo assassinato do histórico líder afroamericano.

Membros da família de Malcolm X tornaram público o que dizem ser uma carta de um polícia que morreu em que este diz que o Departamento de Polícia de Nova Iorque e o FBI estiveram por trás do assassínio do líder negro em 1965.

Malcolm X ficou conhecido como porta-voz da Nação do Islão, um grupo afro-americano muçulmano, até se desvincular da organização. Ganhou grande protagonismo junto da comunidade afroamericana enquanto líder anti-racista e anti-colonialista.

Foi morto no Aubudon Balroom, em Nova Iorque, a 21 de fevereiro de 1965, quando se preparava para discursar. Pelo assassinato, foram condenados três membros da Nação do Islão.

A carta, divulgada numa conferência de imprensa no sábado, foi atribuída a um antigo agente à paisana da polícia de Nova Iorque, Raymond Wood. O primo de Raymond, Reggie Wood, juntou-se a algumas das filhas de Malcolm X na conferência de imprensa no local onde antes ficava o Audubon Ballroom. 

A carta de Raymond Wood diz que o polícia foi pressionado pelos seus supervisores para levar detidos dois membros da segurança de Malcolm X dias antes do crime.

A carta alega que as prisões tiveram como objetivo afastar os seguranças do seu trabalho e da porta da sala onde Malcolm X iria discursar. Eram parte, diz a carta, de uma conspiração da polícia de Nova Iorque e do FBI para matar o ativista de direitos civis. 

“Sob a direção dos meus superiores, foi-me dito para encorajar líderes e membros dos grupos de direitos civis a cometer crimes”, disse a carta de Wood.

Alguns historiadores têm argumentado que foram condenados os homens errados pelo crime. O gabinete do procurador de Manhattan Cy Vance disse no ano passado que iria rever as condenações no caso.

Após a conferência de imprensa de sábado, o gabinete de Vance sustentou, em comunicado, que “a revisão deste assunto está ativo e em progresso”. A polícia de Nova Iorque disse, pelo seu lado, que “providenciou todos os registos disponíveis ao gabinete do procurador”. O FBI recusou comentar o assunto.

A filha de Malcolm X, Ilyasah Shabazz, disse que viveu sempre com incerteza em relação às circunstâncias da morte do pai. “Qualquer prova que chegue mais perto da verdade atrás desta tragédia terrível deve ser totalmente investigada”, declarou na conferência de imprensa.

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