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Facebook permite apelo à morte de figuras públicas e elogios a massacres
Mundo 2 min. 25.03.2021 Do nosso arquivo online

Facebook permite apelo à morte de figuras públicas e elogios a massacres

Facebook permite apelo à morte de figuras públicas e elogios a massacres

Foto: AFP
Mundo 2 min. 25.03.2021 Do nosso arquivo online

Facebook permite apelo à morte de figuras públicas e elogios a massacres

Um documento interno divulgado pelo The Guardian mostra que a empresa norte-americana permite certos comportamentos para poder funcionar em regimes autoritários.

A rede social Facebook permite elogios a milícias violentas e massacres em determinados contextos, para poder funcionar em regimes autoritários, e tolera apelos à morte de personalidades conhecidas, segundo critérios internos, afirma o The Guardian.

De acordo com os dados divulgados, que correspondem a 300 páginas datadas de dezembro de 2020, a plataforma tem uma lista de "crimes reconhecidos" aos quais se aplicam as suas próprias regras. "Roubo e fraude, homicídio, vandalismo [e] toque sexual não consensual" são algumas delas. 

Contudo, a plataforma não reconhece como crimes "afirmações sobre sexualidade", "protestos pacíficos contra governos", bem como discussões sobre eventos históricos e tópicos controversos como a religião. Esta política permite que a empresa opere em estados com regimes autoritários, refere o The Guardian.

Para além disso, as regras também permitem aos utilizadores elogiar assassinatos ou milícias envolvidas em guerras civis, desde que não causem mortes entre civis. Fontes da rede social indicam que isto se deve ao facto destes grupos armados desempenharem por vezes um papel importante na resolução de conflitos e tomarem parte nas negociações com as autoridades. Simultaneamente, o Facebook continua a proibir a avaliação positiva da violência por parte destes grupos.

Outro artigo do The Guardian salienta que as políticas internas do Facebook não proíbem comentários agressivos sobre personalidades conhecidas ou mesmo apelos à sua morte.

O Facebook explica que são permitidas declarações abusivas sobre pessoas públicas porque que "permitir a discussão, o que inclui frequentemente comentários críticos sobre as personalidades nas notícias". No entanto, a plataforma impede que as celebridades estejam expostas a este conteúdo e elimina ameaças privadas.

A rede social tem uma definição ampla do que são "figuras públicas", tendo em conta pessoas que têm um grande número de seguidores (mais de 100 mil seguidores por conta) ou que são frequentemente mencionadas nos meios de comunicação social (em pelo menos cinco artigos nos últimos 2 anos). Além disso, este grupo inclui todos os políticos e jornalistas. As exceções incluem, por sua vez, crianças com menos de 13 anos e pessoas que se tornaram figuras públicas "involuntariamente".

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