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Exército ucraniano diz que Rússia está a abrandar ofensiva
Mundo 4 min. 28.02.2022
Guerra na Ucrânia

Exército ucraniano diz que Rússia está a abrandar ofensiva

Guerra na Ucrânia

Exército ucraniano diz que Rússia está a abrandar ofensiva

Foto: AFP
Mundo 4 min. 28.02.2022
Guerra na Ucrânia

Exército ucraniano diz que Rússia está a abrandar ofensiva

Redação
Redação
Ao quinto dia da invasão do Ucrânia, espera-se que se realizem conversações na Bielorrússia.

Os militares da Ucrânia disseram na segunda-feira que Moscovo tinha "abrandado o ritmo da ofensiva" no quinto dia da sua invasão do país, enquanto se espera que se realizem conversações na Bielorrússia. 

"Os ocupantes russos abrandaram o ritmo da ofensiva, mas ainda estão a tentar alcançar sucesso em algumas áreas", revelatam responsáveis militares  ucranianos numa declaração. 

Civis podem deixar Kiev

O exército russo disse esta manhã que os civis podiam deixar a capital ucraniana Kiev "livremente", enquanto acusava o governo ucraniano de o utilizar como escudo humano. "Todos os civis da cidade podem sair livremente da capital ucraniana pela auto-estrada Kiev-Vassylkiv", disse à televisão o porta-voz do Ministério da Defesa russo Igor Konashenkov, que também reivindicou "supremacia aérea" em toda a Ucrânia, no quinto dia da invasão do país por Moscovo. 

O Ministério da Defesa russo afirmou ter cercado duas grandes cidades do sul, Kherson e Berdiansk, que têm 290.000 e 110.000 habitantes, respectivamente. Também reivindicou ganhos territoriais para os separatistas pró-russos do leste, apoiados pelo exército russo. O exército russo reconheceu as baixas pela primeira vez no domingo, mas não deu números. A Ucrânia diz que mais de 4.300 soldados russos já foram mortos.

Vaga de protestos em todo o mundo

O alerta de Vladimir Putin sobre as forças de dissuasão nuclear do seu país no domingo provocou protestos em todo o mundo e até uma promessa da UE de fornecer aviões de combate à Ucrânia, que está a resistir ferozmente à invasão russa. Após intensos combates em Kharkiv, a segunda maior cidade ucraniana do nordeste, que as forças ucranianas disseram ter recuperado o controlo no domingo depois de veículos blindados russos terem entrado na cidade durante a noite, havia uma frágil esperança de tréguas na sequência do anúncio das conversações russo-ucranianas na fronteira bielorrussa. 


Rússia com forças de dissuasão nuclear em alerta máximo. Ucrânia aceita negociar
Putin reage às "declarações agressivas dos países da NATO". E o presidente ucraniano aceita iniciar as negociações do cessar fogo na fronteira da Bielorrússia, perto de Chernobyl.

Mas Vladimir Putin, cujas forças têm enfrentado a resistência ucraniana e a mobilização ocidental desde quinta-feira, ordenou numa reunião filmada com o seu ministro da defesa Sergei Shoigu "colocar as forças de dissuasão do exército russo em alerta especial", o que diz respeito às forças nucleares, citando "as declarações belicosas da OTAN" e as sanções "ilegítimas" impostas à Rússia. 

Os Estados Unidos denunciaram imediatamente uma escalada "inaceitável", acusando Vladimir Putin de "fabricar ameaças que não existem para justificar uma agressão continuada". 

O Secretário-Geral da NATO, Jens Stoltenberg denunciou a atitude "irresponsável" de Moscovo. A ministra da Defesa alemã Christine Lambrecht acusou o líder russo de ter "ido um passo mais longe" porque "a rápida invasão da Ucrânia foi travada por acções corajosas e determinadas da Ucrânia". "O que está realmente a acontecer é que talvez estejam a ripostar com mais efeito, mais resistência, do que o Kremlin imaginava", concordou o primeiro-ministro britânico Boris Johnson. Em resposta, os países do G7 instaram a Rússia no domingo à noite a "pôr um fim imediato aos ataques à Ucrânia", ameaçando-a com novas sanções após as já consideráveis sanções adoptadas esta semana. 

UE disponibiliza armas à Ucrânia

Por seu lado, Bruxelas anunciou no domingo que iria libertar 450 milhões de euros para financiar a entrega de armas à Ucrânia, fechando todo o seu espaço aéreo a todos os aviões russos e proibindo os meios de comunicação estatais russos RT e Sputnik e as suas "mentiras" na UE. "Pela primeira vez, a UE financiará a compra e entrega de armas e outros equipamentos a um país vítima de guerra. Este é um momento histórico", disse a Presidente da Comissão Ursula von der Leyen. 


Militares das Forças Militares da Ucrânia na traseira de um camião militar na cidade de Avdiivka, na região de Donetsk, na linha da frente da Ucrânia oriental com separatistas apoiados pela Rússia, em fevereiro de 2022.
UE dá luz verde a pacote de 450 ME para armar exército ucraniano
Serão fornecidas "armas, armas letais, assistência letal, ao exército ucraniano com um pacote de apoio no valor de 450 milhões, a que acrescem mais 50 milhões para fornecimento de material não letal, designadamente combustível e equipamento de proteção”, anunciou Josep Borrell.

Bruxelas irá propor a utilização de uma linha de financiamento de emergência da UE "para fornecer às forças ucranianas armas letais, bem como combustível, equipamento de protecção e material médico", disse o chefe diplomático da UE Josep Borrell. 

Quanto à Suíça, o seu presidente Ignazio Cassis disse no domingo que era "provável" que decidisse congelar os milhares de milhões de activos russos que detém. O Canadá anunciou no domingo que ia enviar equipamento de protecção militar para o exército ucraniano, horas após o seu espaço aéreo ter sido fechado aos aviões russos. 

A UE irá também impor novas sanções à Bielorrússia, proibindo as exportações dos "sectores económicos mais importantes" do regime de Minsk, que é "cúmplice" na invasão russa. Mas também, num grande desenvolvimento e numa potencial fonte de escalada com Moscovo, que tem ameaçado qualquer país que venha em auxílio da Ucrânia, a UE anunciou no domingo à noite que pretende fornecer aviões de combate às forças ucranianas. "O chefe diplomático ucraniano Dmytro Kouleba disse precisar de aviões que os ucranianos pudessem voar. Alguns estados membros têm este tipo de aviões e nós vamos fornecer-lhes outros armamentos necessários para uma guerra", disse Josep Borrell após uma reunião com os ministros dos negócios estrangeiros da UE. 

Como resultado da guerra na Ucrânia e das sanções decididas pelo Ocidente, o Banco Central Europeu registou na segunda-feira a "falência ou provável falência" da filial europeia do banco russo Sberbank, entre as maiores do país, devido a levantamentos "significativos". 

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