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Evocação de "Guernica" retirada da sede da ONU, onde estava há mais de 30 anos
Mundo 2 min. 26.02.2021

Evocação de "Guernica" retirada da sede da ONU, onde estava há mais de 30 anos

Evocação de "Guernica" retirada da sede da ONU, onde estava há mais de 30 anos

Foto: Manuel Galrinho
Mundo 2 min. 26.02.2021

Evocação de "Guernica" retirada da sede da ONU, onde estava há mais de 30 anos

Família Rockefeller pediu o regresso ao seu espólio da peça em tapeçaria que se encontrava na entrada do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova Iorque.

A enorme peça em tapeçaria representando Guernica, a pintura de Pablo Picasso, uma das imagens de marcas da sede das Nações Unidas em Nova Iorque vai deixar de ser na sala do Conselho de Segurança depois de o seu proprietário, o bisneto do magnata do petróleo John D. Rockefeller ter pedido a obra de volta. A peça, emprestada desde 1984, foi agora retirada e deixará de lembrar aos líderes e diplomatas que caminham pelo sede das Nações Unidas os desastres da guerra, como pretendia o pintor de Málaga.

Nem a ONU nem a família Rockefeller explicaram as razões que levaram à retirada da tapeçaria, encomendada em 1955 por Nelson Rockefeller, neto do patriarca, à oficina francesa de Jacqueline de la Baume-Durrbach, com a autorização do artista espanhol. A única coisa que se sabe é que o reclamante, Nelson A. Rockefeller Junior, bisneto do fundador da dinastia e filho do primeiro, que se tornou vice-presidente dos Estados Unidos e governador de Nova Iorque, "notificou recentemente as Nações Unidas da sua intenção de a recuperar", afirmou Stéphane Dujarric, porta-voz da instituição, na quinta-feira, segundo o El País. "Agradecemos à família Rockefeller pelo empréstimo desta poderosa e icónica obra de arte durante mais de 35 anos", acrescentou a porta-voz.

O quadro original, que se tornou um símbolo universal contra a barbaridade e crueldade da guerra, retrata o bombardeamento da cidade basca de Guernica a 26 de abril de 1937 por aviões alemães da Legião Condor, que apoiaram o lado de Franco durante a Guerra Civil Espanhola (1936-1939).

A réplica têxtil foi emprestada em 1984 à ONU. Desde então, só tinha saído do espaço por ocasião da renovação do edifício, entre 2009 e 2013, período em que foi mantido na Fundação Rockefeller. Na quinta-feira, a parede onde a enorme reprodução - sete metros de comprimento por três metros de altura - estava pendurada ficou vazia. 

A organização estudará opções para substituir o vazio deixado pela reprodução de Guernica, disse a porta-voz, depois de notificar os países membros do retorno do trabalho.

Nos seus 75 anos de história, a ONU acumulou uma vasta coleção de telas e esculturas com mensagens contra a violência e a favor da paz mundial. Um conjunto artístico que reúne tantas histórias como diversidade de estilos, tais como um vitral de Marc Chagall ou murais de Portinari ou do espanhol José Vela Zanetti.

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