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Evo Morales é afastado das eleições para o Senado e denuncia "golpe contra a democracia"
Mundo 2 min. 21.02.2020

Evo Morales é afastado das eleições para o Senado e denuncia "golpe contra a democracia"

Evo Morales é afastado das eleições para o Senado e denuncia "golpe contra a democracia"

AFP
Mundo 2 min. 21.02.2020

Evo Morales é afastado das eleições para o Senado e denuncia "golpe contra a democracia"

Exilado na Argentina, o ex Presidente da Bolívia foi afastado pelo Tribunal Supremo Eleitoral por não cumprir o requisito de ter residência na região que pretende representar.

Candidato pelo Movimento ao Socialismo (MAS) a um lugar no Senado nas eleições que se disputam a 3 de maio, Evo Morales foi afastado pelo Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia. 

Exilado na Argentina depois de se ter visto obrigado a fugir para o México na sequência do golpe de estado que abalou o país em novembro, o líder indígena diz que a decisão do orgão eleitoral é também um "golpe contra a democracia". 

Na decisão, os juízes argumentam que a candidatura do ex-Presidente não cumpre os requisitos exigidos na lei eleitoral, entre eles a prova de residência permanente na região que pretende representar.  "A residência permanente entende-se como a soma de três fatores principais. Primeiro, considera o domicílio ou residência habitual registada e declarada pelo cidadão no cadastro eleitoral; depois, esse lugar deve ser onde o candidato desenvolve seu 'projeto de vida'. Por último, em sua aplicação de princípio de 'verdade material', exige-se uma residência efetiva nesse distrito", diz o veretito. 

Além da candidatura de Evo Morales por Cochabamba, o tribunal inabilitou o ex-primeiro ministro progressista Diego Pary. À direita, o conservador Mario Cossío, que esteve exilado no Paraguai, também foi impedido de disputar um lugar no Congresso da Bolívia. 

O El País explica que as normas eleitorais do país exigem que os candidatos ao Senado comprovem que na data da eleição vivem há pelo menos dois anos no estado pelo qual concorrem. Na prática, se trabalhar na capital, La Paz, o eventual candidato não pode concorrer pela sua terra natal. Já em 2015, o TSE impediu uma deputada de disputar a liderança da autarquia da cidade onde nasceu pelo mesmo motivo. 

Presidenciais 

Além dos representantes no Senado, os bolivianos também vão ser chamados a escolher o novo presidente. Ao contrário de Evo, o candidato progressista do mesmo partido, Luis Acre, teve luz verde para avançar 17% e 16%, seguem-se os opositores Carlos Mesa e presidente interina Jeanine Áñez. 

O versão latino-americana do El País, assegura que os resultados do estudo de opinião estão a preocupar as alas mais conservadoras do país que, de resto obrigaram à renúncia de Evo Morales. Quarto nas intenções de voto com 9%, Luis Fernando Camacho diz que, nestas circunstâncias, "o risco" é que "o MAS volte" ao poder.