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Europeias. Uma eleição à beira de todos os perigos
Mundo 26.05.2019

Europeias. Uma eleição à beira de todos os perigos

Europeias. Uma eleição à beira de todos os perigos

Foto: AFP
Mundo 26.05.2019

Europeias. Uma eleição à beira de todos os perigos

A poucas horas de começar a contagem dos votos, a participação eleitoral sobe em países como Espanha, Itálita e França e baixa em Portugal. Apesar do tradicional alheamento dos eleitores quando se fala da Europa, podemos estar perante o fim do bipartidarimo no Parlamento Europeu e assistir à subida dos partidos populistas e nacionalistas, com votações que podem ser maioritárias em vários Estados.

Há uma coisa que parece já adquirida com estas eleições: no futuro Parlamento Europeu (PE)  os blocos de centro-esquerda e o centro-direita não vão decidir tudo. O Partido Popular Europeu e os socialistas vão deixar de conseguir fazer acordos para repartir sozinhos a presidência do PE e outros lugares de decisão. Essa realidade é devida, sobretudo, à subida dos liberais e ao crescimento robusto dos partidos populistas e nacionalistas de extrema-direita.

Qualquer maioria no PE vai ter que contar com vários grupos políticos. Tudo indica que populares, socialistas e liberais tenham que entender-se para a condução do rumo atribulado do processo de integração europeu. "O próximo Parlamento terá ainda uma maioria sólida pró-europeia, mas terá que organizar-se numa coligação mais vasta", defende, ao jornal catalão La Vanguardia, James Duch, portavoz do Parlamento Europeu. Um maioria que tem que ser provavelmente reforçada na maioria das votações dada a debil disciplina de voto existente nos grupos parlamentares europeus. Para tentar aprovar a maioria das nomeações e medidas necessária para manter o rumo até agora tomado na Europa será provavelmente necessário recorrer também ao apoio dos verdes europeus.

A subida da extrema-direita constitui um sinal de alerta, poderão obter cerca de 25% dos votos. Mas nas próximas eleições a situação poderá ser pior. Neste momento, os populistas e nacionalistas vão subir, mas ainda se encontram muito fragmentados. Se há assuntos que vão convergir, como criar novas barreiras à imigração ou a agenda securitária, há outros assuntos que os dividem e os fazem confrontar-se. A relação com a Rússia de Putin é um deles: com Polacos e representantes dos países bálticos frontalmente anti-russos e com italianos, franceses e hungaros a funcionarem como apoiantes de Putin. "Há eurocéticos e populistas de muitos feitios e matizes", observa James Duch. 

Em Portugal e no Luxemburgo os partidos mais à direita e as correntes populistas e nacionalistas não devem conseguir eleger eurodeputados. 

   

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