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Europeias/França. Marine Le Pen ultrapassa En Marche de Macron
Mundo 26.05.2019

Europeias/França. Marine Le Pen ultrapassa En Marche de Macron

Europeias/França. Marine Le Pen ultrapassa En Marche de Macron

Foto: AFP
Mundo 26.05.2019

Europeias/França. Marine Le Pen ultrapassa En Marche de Macron

As projeções dão mais de 23% à extrema-direita em França.

O partido de extrema-direita União Nacional (Rassemblement National, em francês), de Marine Le Pen, venceu as eleições europeias de hoje em França, ultrapassando o partido En Marche do Presidente Emmanuel Macron, segundo sondagens à boca das urnas. A lista da RN (ex-Frente Nacional), encabeçada por Jordan Bardella, 23 anos, surge em primeiro com 23,2% dos votos, em duas projeções do instituto Ifop Fidudial e Harris Interactive.

A lista do En Marche, encabeçada pela ex-ministra dos Assuntos Europeus Nathalie Loiseau, obterá entre 22% e 23%. O partido ecologista Os Verdes deverá ficar em terceiro lugar, com cerca de 12%. Seguem-se os Republicanos, com 8,3%, La France Insoumise, de Jean-Luc Mélenchon, com 6,7%, e o Partido Socialista, com 6,7%.

As eleições europeias em França registaram uma elevada taxa de participação, de cerca de 52%, a mais alta desde 1979, com exceção de 1994, segundo o jornal Le Figaro.

O cabeça de lista da União Nacional de Le Pen, Jordan Bardella, que as sondagens apontam como vencedor das eleições europeias de hoje em França, apelou para “a constituição de um grupo poderoso” que reúna os partidos populistas no Parlamento Europeu. "O avanço dos nossos aliados na Europa e a emergência de novas forças em todo o continente […] abrem caminho à constituição de um grupo poderoso no Parlamento Europeu”, disse o jovem candidato, de 23 anos, num breve discurso aos militantes reunidos na sede do partido minutos após a divulgação das projeções.

No discurso aos militantes, Bardella falou de “uma lição de humildade” para Emmanuel Macron. “Esta noite foi ele [Macron] e as suas políticas que foram rejeitadas”, disse.

As eleições europeias em França registaram uma elevada taxa de participação, de cerca de 52%, a mais alta desde 1979, com exceção de 1994, segundo o jornal Le Figaro.