Europa. Medo das mutações leva à criação de zonas vermelho escuro
Europa. Medo das mutações leva à criação de zonas vermelho escuro
Com as novas mutações do coronavírus a serem descobertas, os líderes europeus concordaram em manter as fronteiras dos países abertos, para não causar danos maiores à circulação de pessoas e mercadorias, mas afinar os alvos, com medidas com várias gradações. Para ter uma noção mais correta da evolução da pandemia na Europa, foi recomendado o aumento do número de testes rápidos, e também aumentar a taxa de sequenciação do genoma dos vírus, de forma a apanhar a circulação de novas variantes.“A situação mantém-se muito séria”, disse a presidente da Comissão Europeia
Ursula von der Leyen salientou que atualmente estão a ser analisadas menos de 1% das amostras positivas e que esse valor deverá subir para pelo menos 5% dos testes positivos. O Centro Europeu de Prevenção de Doenças irá apoiar esse processo de robustecimento de sequenciação de amostras, fornecendo equipamento e dinheiro aos países. “Há uma urgência de ser extremamente vigilante”, considerou o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.
Travar o vírus antes que fique pior
Além da circulação de novas variantes, que foi apresentada por Charles Michel e por von der Leyen, como a grande preocupação, os líderes europeus querem aumentar o ritmo de vacinação. Vários países têm considerado o nível de entrega de vacinas inferior ao desejado. E foi decidido aumentar a pressão junto dos fabricantes, para que sejam garantidos os prazos contratados.
A doação de vacinas a países em vias de desenvolvimento foi outra das questões abordadas, disse von der Leyen, à saída da reunião. “Nos próximos meses vamos ter mais vacinas do que as que precisamos”, disse, referindo-se à soma de 380 milhões de doses das vacinas da Moderna e da Pfizer/BioNTech. Von der Leyen salientou que os Estados-membros estão conscientes que a pandemia só acabará quando todo o planeta estiver coberto pela imunização e que “quanto mais tempo o vírus circula, desenvolvendo novas mutações, mais riscos corremos”.
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