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EUA querem sair do Acordo de Paris, por ser “um peso económico injusto” para o país
Mundo 05.11.2019

EUA querem sair do Acordo de Paris, por ser “um peso económico injusto” para o país

Instalação "Está tudo bem" com a figura de Donald Trump a afundar-se num rio em Metz, França

EUA querem sair do Acordo de Paris, por ser “um peso económico injusto” para o país

Instalação "Está tudo bem" com a figura de Donald Trump a afundar-se num rio em Metz, França
Foto: AFP
Mundo 05.11.2019

EUA querem sair do Acordo de Paris, por ser “um peso económico injusto” para o país

A decisão do governo de Donald Trump foi condenada como um fracasso estouvado de liderança por peritos, ativistas e críticos. O processo de saída do Acordo de Paris deverá demorar pelo menos um ano.

Os EUA informaram a Organização das Nações Unidas (ONU) que tinham iniciado o processo de retirada do acordo de combate às alterações climáticas, assinado em Paris em 2015.

O secretário de Estado, Mike Pompeo, afirmou esta segunda-feira que tinha submetido o pedido formal à ONU.


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Este pedido inicia o processo de saída que, contudo, vai demorar pelo menos um ano.

Na declaração de Pompeo considera-se que o Acordo de Paris constitui “um peso económico injusto” para a economia dos EUA.

Cerca de 200 nações assinaram o acordo, no qual cada Estado fixa os seus próprios objetivos para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa que provocam a crise climática.

A decisão do governo de Donald Trump foi condenada como um fracasso estouvado de liderança por peritos, ativistas e críticos, como o antigo presidente da Câmara de Nova Iorque Michael Bloomberg.

“Donald Trump é o pior presidente na história para o nosso clima, bem como para a nossa água limpa e o nosso ar”, afirmou Michael Brune, diretor executivo do Sierra Club, associação ambientalista.


Activist Joanna Sustento in the Barents Sea.

11 peaceful activists from the Greenpeace ship Arctic Sunrise have taken to the water in inflatable boats with handheld banners to oppose Statoil Songa Enabler oil rig, 275 km North of the Norwegian coast, in the Arctic Barents sea.

Climate change survivor and activist Joanna Sustento from the Philippines, and actress and activist Lucy Lawless from New Zealand, are among the 19 nationalities who have travelled to the high Northern waters onboard the Arctic Sunrise. Sustento wants the Norwegian government to take responsibility for its climate commitments and development of a new oil frontier in the Arctic. She lost her entire family, except for her brother, to Super-typhoon Haiyan in 2013 which left large parts of her hometown, Tacloban, in ruins.
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O Acordo de Paris enunciou a meta de impedir um agravamento da subida já verificada na temperatura média mundial em mais entre 0,5 e 1 grau Celsius.

Mas os compromissos avançados pelos participantes em 2015 são insuficientes para impedir aqueles níveis de aquecimento.

O acordo apela para os Estados avançarem objetivos mais ambiciosos de reduzir as emissões de gases com efeitos de estufa de cinco em cinco anos, a começar em novembro de 2020.

O aquecimento global, provocada pela queima de carvão, petróleo e gás, já causou o aumento da temperatura média global em um grau centígrado desde o final do século XIX.


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Entre os seus resultados estão a fusão dos gelos, eventos extremos e a acidificação dos oceanos. E os cientistas asseguram que, dependendo da quantidade de dióxido de carbono emitido, a situação só vai piorar até ao final do século, com a temperatura a aumentar vários graus e o nível médio do mar em pelo menos um metro.

Lusa