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EUA. Quatro mortes e 52 detidos em Washington
Mundo 2 min. 07.01.2021 Do nosso arquivo online

EUA. Quatro mortes e 52 detidos em Washington

EUA. Quatro mortes e 52 detidos em Washington

AFP
Mundo 2 min. 07.01.2021 Do nosso arquivo online

EUA. Quatro mortes e 52 detidos em Washington

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Uma das vítimas foi uma manifestante que tinha sido baleada pelas autoridades, dentro do Capitólio, e que se encontrava em estado crítico

Quatro pessoas morreram durante os violentos protestos pró-Trump que resultaram na invasão do Capitólio dos Estados Unidos, em Washington, esta quarta-feira. A notícia foi confirmada esta noite pelo Departamento de Polícia Metropolitana (DPM).


EUA. Manifestantes pró-Trump invadem capitólio
Sessão no Congresso foi suspensa por questões de segurança.

Uma das vítimas foi uma manifestante que tinha sido baleada pelas autoridades, dentro do Capitólio, e que se encontrava em estado crítico. A mulher acabou por morrer no hospital. O tiroteio, que aconteceu depois dos apoiantes de Trump terem invadido o edifício, onde decorria a sessão de contagem dos votos eleitorais para validar a vitória de Joe Biden, está a ser investigado pela unidade de assuntos internos do DPM.

Durante a invasão dos manifestantes a polícia teve de retirar os congressistas, e o vice-presidente de Donald Trump, Mike Pence. 

Depois de uma recusa inicial do Departamento de Defesa em enviar tropas, o agravar da situação levou a que fossem, posteriormente, destacadas forças militares da Virgínia, Maryland e Washington D.C., bem como a Guarda Nacional, para ajudar a reprimir a violência.  


Tropas a caminho do Capitólio e o vice-Presidente dos EUA pede o fim dos protestos
Depois do Departamento de Defesa não ter respondido ao pedido de reforços da polícia, depois de Mike Pence ter apelado ao fim da invasão, as tropas finalmente vão a caminho do Capitólio.

A CNN adianta que as autoridades desativaram duas bombas caseiras nas proximidades dos secretariados nacionais dos partidos Democrata e Republicano. Foram igualmente apreendidas seis armas de fogo.

Durante quarta-feira, a polícia fez 52 detenções, 47 das quais associadas à violação do recolher obrigatório entretanto imposto pela governadora de Washington DC, Muriel Bowser, para desmobilizar os manifestantes.

Entre essas detenções, 26 decorreram ainda no Capitólio e muitos dos detidos foram acusados de posse ilegal de armas de fogo.

Pelo menos 14 membros do Departamento de Polícia Metropolitana foram feridos, incluindo um agente que foi arrastado pela multidão, refere a CBS. A agência Reuters adianta que dois agentes continuam hospitalizados.

O ataque ao Capitólio ocorreu depois de milhares de manifestantes que assistiam a um comício de Donald Trump contra a vitória do democrata Joe Biden nas eleições, terem respondido ao apelo do presidente cessante.


Joe Biden exige que Trump apele ao fim da violência
O Presidente eleito dos EUA deu uma conferência de imprensa em que responsabiliza Donald Trump de ter apelado a uma "sedição" e exige que o atual Presidente pare os seus apoiantes.

À frente da Casa Branca, Trump pediu aos manifestantes para se dirigirem para o Capitólio e fazerem ouvir a sua voz contra o que considera ter sido uma “fraude eleitoral” e reiterando que “nunca” aceitaria a sua derrota nas eleições de 3 de novembro.

Só duas horas depois, já após os violentos confrontos e de Joe Biden o ter instado publicamente a pôr fim à insurreição dos seus apoiantes, é que Donald Trump pediu aos manifestantes para irem para casa.

Biden afirmou que os violentos protestos ocorridos no Capitólio, esta quarta-feira, foram “um ataque sem precedentes à democracia” do país.    

Segundo a Sociedade Histórica do Capitólio, este foi o pior ataque ao icónico edifício desde que o de 1814, quando o exército britânico o queimou.

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