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EUA. Milhares de pessoas em protesto contra nomeação de Barrett para o Supremo Tribunal
Mundo 9 2 min. 19.10.2020

EUA. Milhares de pessoas em protesto contra nomeação de Barrett para o Supremo Tribunal

EUA. Milhares de pessoas em protesto contra nomeação de Barrett para o Supremo Tribunal

AFP
Mundo 9 2 min. 19.10.2020

EUA. Milhares de pessoas em protesto contra nomeação de Barrett para o Supremo Tribunal

Ana B. Carvalho
Ana B. Carvalho
Protestos realizaram-se nos 50 diferentes estados do país e apelaram ao voto contra Trump.

Milhares de manifestantes reuniram-se para a Marcha das Mulheres em diferentes cidades este sábado, em protesto contra a nomeação da juíza ultraconservadora Amy Coney Barrett para o Supremo Tribunal. 

Os manifestantes, muitos dos quais levavam cartazes e usavam fantasias, aproveitaram a ocasião para motivar os americanos a votarem a destituição do atual Presidente Donald Trump dentro de poucas semanas. 

Os organizadores disseram que os protestos estavam a decorrer em todos os 50 estados, inspirados pela primeira Marcha das Mulheres em Washington, DC, um enorme comício anti-Trump realizado um dia após a sua eleição em 2017.

Os organizadores projectaram que mais de 116 mil pessoas iriam assistir a uma das pelo menos 429 manifestações que se realizariam em todo o país no sábado, exatamente a meio do processo de confirmação da nomeação de Amy Coney Barrett pelo Senado, que deverá ser validada a 26 de outubro. Entretanto, o número total de participantes presentes por todo país não foi confirmado.


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Impulsionados pela morte da juíza do Supremo Tribunal Ruth Bader Ginsburg, os organizadores esperavam que os comícios surtissem efeito ao evitar uma nova nomeação antes das próximas eleições presidenciais. Cerca de 1,5 milhões de pessoas assinaram uma petição exigindo que os legisladores adiassem o processo até depois da tomada de posse presidencial de 2021. 

No entanto, a Comissão Judiciária do Senado, após vários dias de audições, agendou uma votação sobre a nomeação de Barrett para o Supremo Tribunal para 22 de outubro. As audiências foram controversas e divididas entre republicanos louvando a sua filosofia judicial e democratas questionando a posição de Barrett em decisões de fortaleza como Roe v. Wade e a Lei dos Cuidados Acessíveis.

Os democratas também argumentaram que o Senado está a avançar demasiado depressa no processo de nomeação do Supremo Tribunal, exortando, em vez disso, o Congresso a tomar a decisão até depois das próximas eleições presidenciais. Mas os republicanos avançaram, com a bênção total do Senador Mitch McConnell.

A decisão foi recebida com uma intensa reacção dos americanos, que sentiram que o futuro da liderança da justiça deverá ser determinada pelo candidato presidencial que vencer nas eleições de novembro. 

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