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EUA. Michigan protesta contra o confinamento com "operação corte de cabelo"
Mundo 10 21.05.2020

EUA. Michigan protesta contra o confinamento com "operação corte de cabelo"

EUA. Michigan protesta contra o confinamento com "operação corte de cabelo"

Foto: AFP
Mundo 10 21.05.2020

EUA. Michigan protesta contra o confinamento com "operação corte de cabelo"

Depois dos protestos de multidões com pessoas armadas, os inconformados com as medidas de confinamento para conter a disseminação do novo coronavírus vigentes no Michigan, Estados Unidos, fizeram na quarta-feira a "Operação Corte de Cabelo", na qual barbeiros e cabeleireiros usaram tesouras e navalhas em frente ao Capitólio estadual.

Centenas de manifestantes, muitos sem máscaras e desrespeitando o distanciamento social, fizeram fila para ganhar um corte de cabelo grátis na rua. As cadeiras, no entanto, foram desinfetadas após o atendimento de cada cliente.

Este foi o quarto maior protesto em menos de um mês contra a estrita ordem de permanecer em casa determinada pela governadora democrata Gretchen Whitmer.

No fim de abril, manifestantes armados invadiram o Capitólio de Lansing, capital do Michigan, para exigir um alívio do confinamento imposto para conter o avanço da doença. O  Michigan é um dos estados mais afetados pela pandemia nos Estados Unidos, com mais de 5 mil mortes.

O estado tornou-se no palco de acaloradas discussões sobre quando e como reabrir os negócios no país para atenuar o prejuízo económico causado pela crise sanitária. O protesto desta quarta-feira foi organizado em apoio ao barbeiro Karl Manke, que perdeu a licença após reabrir o salão no começo de maio, em franco desafio à proibição determinada pelo governo.

O protesto não se restringiu a cortes de cabelo. Massagens também foram oferecidas a preços simbólicos. Alguns participantes levaram bandeiras dos Estados Unidos e cartazes com mensagens contra a governadora, que estendeu o confinamento até 28 de maio. "Whitmer está a matar os pequenos negócios", dizia um dos cartazes, descrito pela AFP.

A governadora afirmou entender a frustração dos moradores. "Todos temos feito algum tipo de sacrifício. Muitos estão a chorar a perda de entes queridos, a perda de um emprego ou de um negócio que pode não abrir ou não sobreviver a isto", disse. Porém, insistiu que os manifestantes protestem sem se expor ou expor os outros a riscos de saúde.

"Se protestarem, peço-lhes que usem máscaras e respeitem a distância de seis pés [1,8 metros] e se não o fizerem, devemos empreender algum tipo de ação", afirmou. Segundo testemunhas, a polícia multou vários barbeiros que participaram no ato.

Com AFP

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